Dormir sem roupa deixa casal mais feliz

Pesquisa mostra que 57% dos que dormem nus são felizes. Entre os que usam roupa, taxa não chega a 50%

Por O Dia

A origem da insatisfação com seu casamento pode ser o pijama. Pesquisa feita no Reino Unido, com 1.004 britânicos, descobriu que 57% dos que dormiam nus estavam ‘extremamente felizes’ na relação — índice de satisfação maior do que o encontrado entre os adeptos das roupas.

Segundo a pesquisa da empresa Cotton USA, consideraram-se extremamente contentes com a relação 48% dos participantes que usam pijamas; 43% dos que adotavam somente camisas e 38% dos que preferem os macacões, muito usados em países frios.

“A cama pode ser extremamente macia e sentida contra a pele, estimulando a abertura e a intimidade entre os casais e, com isso, aumentando a felicidade”, avalia Stephanie Thiers-Ratcliffe, uma das responsáveis pelo levantamento.

Para a psicóloga especialista em terapia de família, Maria Valésia Vilela, a escolha de ficar nu na hora do sono é um forte indício de que há confiança no companheiro e aceitação do próprio corpo. “O que está em jogo nessa situação não é a roupa, mas a liberdade para ser íntimo”.

De acordo com Valésia, dormir nu pode ser importante para conservar a harmonia na relação. “O contato pele com pele cria um vínculo afetivo maior. Se o casal usa muita roupa na hora de dormir já considero este um sinal de alerta ”, disse.

O estudo mostrou ainda que quase 60% dos entrevistados disse detestar que roupas sujas fiquem jogadas no chão e 23% odeiam quando seus companheiros usam meias. A psicóloga alerta que, se a bagunça é constante na vida do casal, há riscos de desgastes. “E os atritos podem acontecer tanto pela falta de acordos sobre a organização das tarefas e objetos ou pela falta de tolerância”.

FIRMAR ACORDOS

Para evitar que pequenos problemas se tornem grandes, a psicóloga orienta os casais a estipularem regras para o bom convívio. Por exemplo, quem chegar do trabalho mais cedo faz o jantar; se um lava a louça, o outro cuida das roupas.

CONVERSAS LEVES

Se o hábito for recorrente no parceiro, o incomodado deve buscar a via do diálogo para tentar resolver. Valéria Vilela ressalta, porém, que essas devem ser conversas sempre relaxadas e sem cobrança.

TOLERÂNCIA

Os acordos também não podem ser inflexíveis. Se uma pessoa está muito cansada após um dia estressante e deixar de cumprir uma parte do combinado, o outro deve buscar compreender as razões e evitar discussões desnecessárias.

NÃO CULPAR O OUTRO

Na hora da conversa, a psicóloga sugere que o parceiro incomodado busque falar de como se sente com as posturas do outro e não acusar, ‘puxar brigas’, apontar defeitos e fazê-lo se sentir culpado.

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