Israel ordena bombardeio ao Hamas após morte de jovens

Sequestro e morte de três estudantes que estavam desaparecidos causam comoção no país

Por O Dia

Israel - horas após confirmar as mortes de três jovens israelenses que haviam sido sequestrados há duas semanas na Cisjordânia, o governo de Israel ordenou bombardeios aéreos na Faixa de Gaza esta madrugada.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu determinou que casas dos supostos suspeitos fossem queimadas. Antes o premier havia jurado punir o Hamas, o grupo palestino que ele acusa pelo sequestro e morte dos jovens, que causou comoção no país.

Os corpos de Gil-Ad Shaer, Naftali Fraenkel, ambos de 16 anos, e Eyal Yifrah, de 19, foram encontrados em uma vala perto da localidade de Halhoul, a alguns minutos de distância da estrada em que foram vistos pela última vez.

“Eles foram sequestrados e assassinados a sangue frio por animais”, disse o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em um comunicado, depois que os militares descobriram os cadáveres dos estudantes, desaparecidos em 12 de junho. “O Hamas é responsável, e o Hamas irá pagar”, afirmou.

Na praça de Tel Aviv onde o premiê Yitzhak Rabin foi assassinado em 1995, dezenas de israelenses acenderam velas em homenagem aos adolescentes um dia depois que milhares compareceram a uma vigília por eles no mesmo local.

Os raptos chocaram os israelenses, que cerraram fileiras com as famílias das vítimas. “Em nome do povo de Israel, desejo dizer às suas queridas famílias... que nossos corações estão em pedaços, a nação inteira chora com vocês”, declarou Netanyahu no comunicado.

O governo de Israel havia deslocado um grande contingente militar para a área da Cisjordânia para procurar pelos três jovens. Os três desapareceram perto de um assentamento judeu da Cisjordânia, território sob ocupação de Israel. Naftali Fraenkel também tinha nacionalidade americana.

As forças israelenses vasculharam cidades e vilas palestinas, principalmente na cidade de Hebron e arredores. Dezenas de membros do Hamas foram detidos, e cerca de 40 foguetes foram disparados da Faixa de Gaza contra Israel.

Netanyahu também pediu ao presidente palestino Mahmoud Abbas que abandone o pacto de reconciliação que assinou com o Hamas em abril.

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