Aplicativo permite que usuário compartilhe malhação em rede social

Especialista alerta para risco de lesões em caso de exagero

Por O Dia

Rio - Desafiar os amigos para ver quem corre mais ou levanta peso maior não é novidade. Mas agora a ‘provocação’ pode ser feita através de um aplicativo para smartphone. O Fit reúne informações sobre o treino do usuário na academia e as compartilha em rede com outras pessoas, permitindo que sejam lançados os ‘desafios’.

Treino realizado pelos usuários do aplicativo aparecem para outras pessoas que estejam conectadasEBC

A tecnologia conecta pessoas que já façam uso de aplicativos esportivos, como o UP e o Moves, que registram a modalidade e a intensidade do exercício. Por exemplo, quantas horas de corrida, quilômetros percorridos e velocidade do trajeto. É necessária uma pulseira que meça esses esforços.

No Fit, o usuário (e quem mais estiver ligado na rede) pode verificar qual o percentual cumprido do treino e suas sequências, com gráficos de evolução e assiduidade nos exercícios. Fica registrado o tipo de atividade, a quantidade de repetições e o peso levantado. Os desafios podem ser publicados por qualquer pessoa, e o praticante aceita ou não superar a meta proposta.

O professor de Educação Física da BodyTech Beto Abrahão faz um alerta sobre a tentação de ir além dos próprios limites. “O ideal é que a pessoa supere a si própria, que ela consiga motivação interna, e não fique tentando ser melhor do que o amigo, porque isso pode resultar em lesões graves”, argumenta.

Outro risco é que, quando os desafios são muito complexos, o iniciante fique desestimulado por não conseguir obter os resultados que gostaria. “Se ele insistir em tentar bater uma meta que não está ao seu alcance, pode ter lesões crônicas, como hérnia de disco, fascite plantar, e ‘joelho de corredor’”, afirma.

Para não deixar a competitividade ‘subir à cabeça’, o professor Beto Abrahão recomenda que quem for usar o aplicativo analise cada desafio com seriedade, e verificar se está mesmo preparado para ele. “Não tente virar o Homem de Ferro do dia para a noite, é impossível”, brinca. Ele sugere que o aumento na carga de exercício seja feita gradualmente, sem mudanças bruscas, para diminuir o risco de lesões.

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