Por bferreira

Estados Unidos - O presidente americano Barack Obama intensificou ontem pressão para que Israel tome medidas para evitar que civis palestinos sejam mortos na ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Ontem, no décimo quarto dia dos conflitos, o saldo de mortes palestinas passou de 500, e o Hamas, que matou 13 soldados israelenses em Gaza no domingo — dia com mais mortes em oito anos —, continuou a disparar foguetes em todo o território de Israel. O anúncio da Casa Branca ocorre no mesmo dia em que manifestações em várias cidades pediram o fim das mortes em Gaza.

John Kerry reuniu-se com secretário-geral da ONU, Ban Ki-moonReuters

Como condição para o cessar-fogo, o líder do movimento islâmico Hamas, Ismail Haniyeh, pediu ontem o fim do bloqueio israelense à Faixa de Gaza e a libertação dos presos detidos na Cisjordânia.

O pedido de Haniyeh aconteceu no mesmo dia em que o secretário americano John Kerry desembarcou no Cairo com o objetivo de chegar a um cessar-fogo pelas vias diplomáticas. O secretário também prometeu uma ajuda humanitária de 47 milhões de dólares aos civis que moram na região.

Kerry se encontrou com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon e deve se reunir com diversos líderes do Egito. É provável que o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi esteja nesta lista. Além dele, o ministro das Relações Exteriores, Sameh Shukri e o líder da Liga Árabe, Nabil el-Araby também devem conversar com o norte-americano.

Obama reforçou a colocação de que Israel tem o direito de se defender de ataques com mísseis e pelos túneis de militantes do Hamas, mas expressou preocupações sérias com o número de vítimas dos dois lados. O porta-voz da Casa Branca Josh Earnest disse que Israel pode fazer mais para seguir seus próprios critérios quanto à proteção de inocentes.

“Israel deve adotar mais medidas para cumprir seus próprios padrões para evitar que civis sejam mortos. Continuaremos a enviar essa mensagem diretamente aos israelenses”, disse o porta-voz.

Earnest deixou claro que os Estados Unidos acreditam que Israel enfrenta uma ameaça significativa do Hamas, e que é “inaceitável” que o grupo continue disparando projéteis contra civis israelenses, afirmou.

Ataque a hospital mata 4

Pelo menos quatro pessoas morreram e 16 ficaram feridas durante ataque israelense à hospital na Faixa de Gaza ontem, de acordo com o Ministério da Saúde local.

Segundo porta-voz do ministério, o ataque atingiu o terceiro andar do hospital Al-Aqsa, onde ficava a unidade de terapia intensiva, em Deir el-Balah. Outras bombas destruíram o lado de fora do hospital e a Cruz Vermelha ajudou a retirar os pacientes.

O Exército de Israel não se pronunciou sobre o desastre. Há um tempo atrás, as Forças Armadas israelenses acusaram o Hamas de disparar foguetes dos terrenos de hospitais de Gaza e de se esconder nas instalações como refúgio.

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