Por clarissa.sardenberg

Gaza/Jerusalém - Israel e as milícias palestinas na Faixa de Gaza, lideradas pelo Hamas, cumpriram à risca o primeiro dia da trégua de 72 horas, sem notícias de incidentes. As delegações das partes se reúnem nesta quarta-feira no Cairo, a capital do Egito, onde foi anunciado o cessar-fogo nesta segunda-feira, para negociar sobre um acordo mais amplo para acabar com as hostilidades, com o governo egípcio como mediador.

Desde o início da última ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, no dia 8 de julho, 1.867 palestinos morreram e 9.563 ficaram feridos, a maioria civis, de acordo com o Ministério da Saúde em Gaza. Do lado israelense, os mortos são 67, dos quais 64 são militares que caíram em combate e os outros três civis, dois israelenses e um tailandês, atingidos por foguetes lançados de Gaza.

Desde o início da última ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, 1.867 palestinos morreram Reprodução Internet

Os prejuízos no território palestino causados pela operação militar israelense, cujos bombardeios atingiram mais de 4,8 mil alvos, foram avaliados em aproximadamente US$ 5 bilhões, que vão desde danos em edifícios públicos e bens particulares, passando por casas, infraestrutura de distribuição de água e eletricidade e até os depósitos de sua única central elétrica.

Segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pelo Ministério da Informação palestino, baseado em estatísticas locais e de organizações internacionais, 10,6 mil imóveis sofreram as consequências dos bombardeios, dos quais 8.880 ficaram parcialmente danificados e 1.724 completamente destruídos. Em Israel, o Ministério das Finanças e vários economistas calcularam na última semana o custo do conflito armado em US$ 3,5 bilhões, entre armamento, retribuições para 82 mil reservistas, danos materiais, compensações financeiras e perdas de produtividade.

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