Obama diz que operação no Iraque será de longo prazo

Presidente americano ressalta que não permitirá que EUA entrem em nova guerra

Por felipe.martins , felipe.martins

Washington - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou neste sábado — em entrevista coletiva concedida na Casa Branca — que os ataques aéreos americanos contra os jihadistas que estão tomando o Curdistão iraquiano, no norte do país, não têm prazo para terminar.

Obama afirmou que os ataques aéreos de seu país destruíram armas e equipamentos que os insurgentes do Estado Islâmico (EI) poderiam usar para atacar Arbil, a capital curda iraquiana. O presidente americano indicou que os ataques aéreos também pretendem “ajudar as forças iraquianas a romper o assédio e resgatar” as famílias curdas que estão sofrendo as ameaças do Estado Islâmico.

“Os milhares — talvez dezenas de milhares — de homens iraquianos, mulheres e crianças que fugiram para montanha morriam de fome e de sede. A comida e a água que lançamos os ajudará a sobreviver”, acrescentou o líder em referência à operação de ajuda aérea paralela aos bombardeios seletivos. Obama reiterou que “não vai permitir” que os Estados Unidos entrem em outra guerra, mas insistiu que seu governo não pode “olhar para o outro lado enquanto pessoas inocentes enfrentam um massacre”.

“Não vai haver uma solução militar americana para este problema. Ela terá que ser uma solução iraquiana”, apontou ObamaEfe

O presidente dos EUA também frisou que seu país não permitirá que os jihadistas do grupo terrorista Estado Islâmico construam um “santuário” no Iraque, mas advertiu que a solução do problema dependerá unicamente de Bagdá.

“Não vai haver uma solução militar americana para este problema. Ela terá que ser uma solução iraquiana”, apontou. Em entrevista ao ‘The New York Times’, Obama disse que não permitirá aos jihadistas do Estado Islâmico impor um califado no Iraque e Síria.

Washington completou na sexta-feira a segunda operação de lançamento de ajuda humanitária para refugiados isolados no norte do Iraque. O Pentágono também executou a primeira parte dos bombardeios sobre posições dos milicianos jihadistas.

Através do Twitter, O Papa Francisco pediu ontem à comunidade internacional que “proteja todas as vítimas da violência no Iraque.”

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