Livro ensina a lidar com o diagnóstico de doença crônica

Autoras do trabalho, psicólogas buscam devolver qualidade de vida aos pacientes

Por bferreira

Rio - O diagnóstico, muitas vezes, é um susto e o tratamento, um peso. Mas por que não mudar a visão sobre a doença crônica e encará-la até com bom humor? Escrito por duas psicólogas, o livro ‘</DC>A visita inesperada — quando uma doença chega à sua casa para tumultuar’ pretende ensinar aos pacientes uma nova forma de lidar com as enfermidades.

A obra de ficção será lançada no próximo dia 27. As ‘visitas inesperadas’ que batem à porta sem avisar — e não vão embora — são doenças como diabetes, Alzheimer, Aids e câncer. Na história, depois de receber o diagnóstico, o personagem principal inicia o tratamento psicológico para trabalhar sentimentos como impotência, culpa, revolta e medo.

“Essas são sensações também são compartilhadas pelos nossos clientes no dia a dia do consultório”, cita a psicóloga Ana Luiza Novis, autora do livro junto com a colega Lucia Helena Abdalla.

No livro, elas usam a chamada Terapia Narrativa, criada por terapeutas australianos, especialistas em casos de difícil solução. A metodologia serve para qualquer adversidade, mas as psicólogas escolheram as doenças crônicas por serem muito frequentes nas consultas.

Segundo Ana Luiza, a terapia recorre ao lúdico paratratar assuntos delicados. Uma das estratégias, diz, é relembrar à pessoa experiências da própria vida em que ela superou desafios e estimulá-la a lidar com os contratempos da doença crônica. “A pessoa convive com a doença, mas não pode colocar o mal como se fosse o ponto principal da sua identidade”.

A especialista afirma ainda que o aspecto psicológico do paciente deve ser considerado por médicos. Para ela, a reação emocional ao diagnóstico pode interferir na adesão ao tratamento. “Nosso objetivo é resgatar a qualidade de vida das pessoas e devolver a esperança”

Tratamento psicológico ajuda o corpo

O tratamento psicológico traz benefícios também para o organismo, explica Liliane Guimarães, coordenadora de emergência do Hospital Balbino. Ela cita que o equilíbrio emocional evita a tensão, que libera adrenalina e cortisol. As substâncias podem causar taquicardia e aumentar a pressão arterial. “Em geral, os pacientes respondem melhor quando têm apoio psicológico.

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