Presidente ucraniano recebe o apoio da chanceler alemã

Polêmico comboio com ajuda humanitária volta para a Rússia

Por O Dia

Ucrânia - O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, afirmou ontem que fará o seu melhor para conseguir a paz no Leste do país, região que há quatro meses sofre com os confrontos entre forças do governo e separatistas, mas destacou que não sacrificará o território. A declaração foi feita após uma reunião com a chanceler alemã, Angela Merkel, que chegou a Kiev para discutir a crise ucraniana.

Petro Poroshenko recebe apoio da chanceler alemãReuters

“Ucrânia e os nossos parceiros europeus vão fazer todo o possível para trazer a paz. Mas não à custa da soberania, integridade territorial e independência da do paí”, afirmou Poroshenko.

Ainda ontem, todos os caminhões do polêmico comboio russo com ajuda humanitária que entraram no dia anterior na Ucrânia sem autorização do governo central retornaram à Rússia, amenizando a tensão entre os dois países.

Pela manhã, o estádio do Shakhtar Donetsk, time ucraniano que tem 13 jogadores brasileiros, foi alvo de duas bombas, que danificaram parte da fachada e uma sala de equipamentos. O clube informou que ninguém ficou ferido nas explosões.

Em Kiev, Merkel defendeu a integridade do território ucraniano e ofereceu 500 milhões de euros para reconstruir o país devastado pela guerra. A chanceler também pressionou Moscou para se envolver em um plano de paz e advertiu sobre novas sanções contra o país.

O governo ucraniano interpretou a visita de um dia de Merkel como um apoio à sua luta contra os rebeldes, especialmente porque ocorreu na véspera do feriado nacional da independência.

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