Londres sob ameaça do terror

Reino Unido eleva nível de risco de atentados para ‘severo’ e confiscará passaportes de suspeitos

Por O Dia

Inglaterra - No mesmo dia em que terroristas da organização Estado Islâmico (EI) divulgaram mais um vídeo em que executam uma vítima, o Reino Unido elevou, ontem, o nível de alerta de ameaça terrorista para “severo” — o segundo mais alto do país. Isto significa que a ocorrência de atentado em solo inglês é “altamente provável”. O governo britânico reforçou o patrulhamento nas ruas e também anunciou medidas em resposta a possíveis ataques do grupo, que vem ocupando com brutalidade grande parte dos territórios do Iraque e da Síria.

Segundo o primeiro-ministro britânico, David Cameron, o EI é a “maior e mais profunda ameaça à segurança do país”. Ele anunciou novas leis para facilitar o confisco de passaportes de pessoas que viajam para participar de conflitos no exterior. Pelo menos 500 britânicos saíram do Reino Unido para lutar na Síria e no Iraque. Cameron mostrou preocupação com o possível retorno desses extremistas com a intenção de atacar o país. A decapitação do jornalista norte-americano James Folley por um integrante com sotaque britânico do EI, divulgada em vídeo semana passada, acendeu o alerta.

Outras medidas citadas por Cameron incluem apoio aos curdos no Iraque, incluindo o fornecimento de armas para combates contra o EI.

No vídeo divulgado ontem pelo EI, um soldado curdo aparece ajoelhado na cidade de Mossul, no Iraque, em frente a três extremistas, e é decapitado. O filme é chamado ‘Uma mensagem no sangue para os líderes da aliança americano-curda’, referindo-se ao apoio dos EUA aos curdos. O vídeo foi publicado no dia seguinte a outro, com a execução em massa de até 250 soldados sírios no deserto.

Os Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra os extremistas no norte do Iraque nas últimas semanas, para auxiliar as forças curdas a recuperarem terrenos perdidos. Desde junho, quando a ofensiva do EI se intensificou no país, os terroristas avançaram por muitos territórios no norte e oeste do Iraque, tomando o controle de instalações como plataformas de petróleo e barragens.

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