Por leonardo.rocha

Genebra - A Organização Mundial de Saúde (OMS) propôs nesta quinta-feira que especialistas do mundo inteiro analisem oito tratamentos e duas vacinas experimentais com os possíveis alternativas de combate ao ebola. Cerca de 150 médicos e cientistas, de várias especialidades, começam nesta quinta-feira uma reunião de dois dias em Genebra, na Suíça, sobretratamentos potenciais para a doença.

Também participam do encontro representantes de farmacêuticas, entidades reguladoras e dos países afetados pelo último surto deebola no leste da África. A OMS disponibilizou um resumo das pesquisas feitas sobre esses remédios e vacinas experimentais para os participantes. Constam informações como os avanços registrados em cada caso, a segurança e a viabilidade de uso nas condições atuais.

Agentes do Ministério da Saúde realizaram uma simulação a eventual caso de ebola em aeroportoFoto%3A Severino Silva / Agência O Dia



A lista foi elaborada após um estudo dos experimentos já realizados, que avaliou os efeitos potenciais dos produtos in vitro e em animais. Entre os medicamentos está o Zmapp, uma combinação de anticorpos obtidos a partir de ratos e humanos. Sua segurança ainda não foi provada, embora não tenham sido reportados problemas nas poucas doses aplicadas até agora em estrangeiros que contraíram o vírus em Serra Leoa e na Libéria, onde o medicamento também foi dado a uma enfermeira e dois médicos locais.

No documento que entregou aos especialistas, a OMS menciona que poderia ser feito um esforço para produzir centenas de doses desse tratamento até o fim do ano. Outra possível solução estudada é um "plasma convalescente", que sugere que a transfusão de sangue de sobreviventes de ebola pode ajudar a prevenir e até mesmo tratar a doença em outras pessoas. No entanto, a OMS disse que "os resultados dos estudos sãodifíceis de se interpretar".

A medida só é considerada segura se as regras de gestão do banco de sangue forem rígidas e adequadas. Os primeiros lotes deste produto poderiam estar disponíveis também no final deste ano. A terceira opção é uma globulina hiperimune, obtida através da purificação e concentração de plasma de animais ou pessoas previamente infectadas, um método muito utilizado contra outros agentes infecciosos em humanos. Mas sua produção em grande escala não seria possível antes da metade de 2015.

Você pode gostar