Kerry pressionará países árabes a apoiar campanha dos EUA contra o EI

'Haverá reunião dos ministros da Defesa para avaliar detalhes', afirma um funcionário do departamento de Estado americano

Por O Dia

Iraque - O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), John Kerry, vai pressionar os líderes árabes nesta quinta-feira para que apoiem os planos do presidente Barack Obama de uma nova campanha militar contra os militantes do grupo Estado Islâmico, incluindo ajuda com maiores direitos de sobrevoo por parte de aviões militares dos EUA.

Secretário de Estado norte-americano John Kerry Reuters


Autoridades norte-americanas lançaram a campanha contra o Estado islâmico como uma luta global contra os radicais islâmicos e a ameaça que eles representam, não só para a Síria e o Iraque, especialmente por atraírem combatentes estrangeiros vindos de quase todos os pontos do planeta.

Embora os EUA não tenham identificado ameaças específicas dentro dos Estados Unidos, as autoridades norte-americanas dizem acreditar que seus combatentes poderiam retornar aos países de origem e realizar ataques.

Num esboço do que Kerry iria buscar com os parceiros regionais em uma reunião de potências árabes e a Turquia em Jidá, um alto funcionário do Departamento de Estado disse: "Podemos precisar reforçar bases e sobrevoos e por isso, haverá em breve uma reunião dos ministros da Defesa para avaliar esses detalhes".

Estratégia

Na quarta, Obama anunciou que seu governo comandará ataques aéreos seletivos contra a milícia mulçumana extremista que atua dentro dos territórios da Síria e do Iraque. Em pronunciamento transmitido pelas emissoras de TV, rádio e internet, o líder americano que iria atacar o grupo e persegui-lo "onde quer que seja".

"Esta campanha de luta contra o terrorismo será feita em um esforço constante e implacável, utilizando nosso poder aéreo e nosso apoio das forças terrestres de nossos aliados", disse Obama.

Ele reafirmou o que a Casa Branca já havia antecipado sobre a decisão de não enviar tropas terrestres, como em intervenções militares anteriores, da forma como aconteceu contra a Al-Qaeda.

Obama disse que enviará cerca de 475 conselheiros militares para o Iraque e que eles não irão combater, mas sim prestar assistência, treinamento e monitoramento ao Exército iraquiano. "Não vamos envolver tropas de combate americanas na luta em solo estrangeiro", frisou o presidente.

Essa estratégia, de acordo com ele, não representa uma "nova guerra no Iraque, três anos depois da retirada de tropas combatentes do território iraquiano". A operação aérea deverá ser semelhante à iniciada há um mês no Norte do Iraque, região com forte presença da milícia.

O presidente americano não revelou detalhes sobre a coalizão que pretende formar para "erradicar" o Estado Islâmico, chamado comumente por ele de "câncer".

"Embora leve tempo, vamos deteriorar o Estado Islâmico até a última instância a fim de destrui-lo, utilizando uma estratégia global e integral", afirmou.

Com relação ao apoio do Congresso americano, o presidente disse que já tem apoio de Republicanos e Democratas. "Tenho autoridade para enfrentar o Estado Islâmico e agradeço o apoio bipartidário para esta ofensiva", acrescentou.

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