Por karilayn.areias

Londres- O Reino Unido garantiu ontem que não vai se juntar aos Estados Unidos em anunciados ataques aéreos contra o Estado Islâmico (EI), depois que o grupo militante decapitou no sábado o refém britânico David Haines, de 44 anos.

O primeiro-ministro do Reino Unido%2C David Cameron EFE / EPA / Jonh Stillwell

Depois de presidir uma reunião do comitê de resposta a emergências do governo em Londres, o primeiro-ministro David Cameron disse que seu governo luta em várias frentes, mas, por enquanto, não pretende realizar ataques aéreos.

“Estamos prontos para tomar as medidas necessárias para lidar com essa ameaça e manter nosso país seguro”, disse ele em um pronunciamento exibido pela TV. Cameron descreveu uma aproximação de apoio às ações dos Estados Unidos contra o grupo islâmico e de ajuda às autoridades iraquianas e curdas.

“Passo a passo, nós devemos desmantelar e destruir o Estado Islâmico e o que ele representa. Nós vamos fazer isso com calma, em um caminho deliberado, mas com determinação de ferro”, disse o primeiro-ministro.

A Grã-Bretanha, no passado, foi muitas vezes o primeiro país a aderir à ação militar dos EUA no exterior, mas a opinião pública está cansada da guerra, o Parlamento rejeitou no ano passado ataques aéreos sobre a Síria, e questões sensíveis em torno do referendo de independência da Escócia, na próxima quinta-feira, significam um Cameron reticente desta vez.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, é esperado para discutir a decapitação do agente humanitário com o secretário britânico de Relações Exteriores, Philip Hammond, em um encontro em Paris hoje, informou um oficial norte-americano do Departamento de Estado que não quis se identificar.

“Tenho certeza de que vai ser um tópico de discussão”, disse um alto funcionário do Departamento de Estado dos EUA em Paris, em condição de anonimato, referindo-se ao assassinato do britânico.

Na noite de sábado, o grupo Estado Islâmico divulgou um vídeo que mostraria a execução de Haines, que era agente humanitário e foi sequestrado na Síria em março de 2013.
O vídeo exibe um homem encapuzado no deserto junto ao refém. Momentos antes da sua morte, Haines lê um texto em que atribui a sua execução ao primeiro-ministro britânico David Cameron.

O vídeo é semelhante às decapitações de dois jornalistas norte-americanos, James Foley e Steven Sotloff, executados pelo Estado Islâmico e também divulgados pelo grupo em vídeos.

Em pronunciamento após a divulgação das imagens, Cameron disse que o país ficou “enojado” com a morte “desprezível” de Haines e que os supostos autores do atentado “não são muçulmanos, são monstros”.

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