Por leonardo.rocha

Irã - Em entrevista concedida dias antes da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente do Irã, Hassan Rouhani, criticou com veemência as decapitações promovidas pelos rebeldes do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, nesta quarta-feira. As declarações vêm na mesma semana em que o líder supremo da nação persa, Ali Khamenei, afirmou ter rejeitado proposta norte-americana para fazer parte da coalizão cujo objetivo é aniquilar o grupo.

O presidente do Irã%2C Hassan RohaniReuters


"Do ponto de vista da doutrina islâmica, matar um povo inocente é igual a matar a humanidade inteira", disse Rouhani, de acordo com a rede de televisão norte-americana NBC. "E portanto, os assassinatos e decapitações de pessoas inocentes são dignos de vergonha para eles e motivos de preocupação e tristeza para toda a humanidade."

Os comentários de Rouhani fazem referência às decapitações dos jornalistas norte-americanos James Foley e Steven Sotloff. Na semana passada, um vídeo que mostrava a decapitação de outro refém, o britânico David Haines, também surgiu na internet.

A entrevista de Rouhani em seu palácio em Teerã foi feita antes de sua visita na semana que vem a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU, onde muitas das discussões devem girar em torno do combate ao Estado Islâmico.

Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que até agora 40 nações já se comprometeram a ajudar. Obama deve se encontrar com sua equipe de segurança nacional ainda para discutir a reunião da ONU sobre o Estado Islâmico, informou a Casa Branca.

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