Homem morto era ‘falso líder’ do Boko Haram

Pela segunda vez, o exército da Nigéria anunciou equivocadamente a morte de Abubakar Shekau, chefe do grupo que aterroriza o país

Por O Dia

Nigéria - Depois de anunciar que o líder do grupo armado islâmico Boko Haram, Abubakar Shekau, estava morto, o exército da Nigéria voltou atrás e informou que a vítima era um homem que se fazia passar pelo chefe do bando armado. As forças nigerianas, contudo, informaram a prisão de mais de 130 combatentes do Boko Haram na cidade de Biu, no nordeste do país, perto do epicentro da campanha do grupo para instituir um Estado islâmico.

Não é a primeira vez que a morte de Shekau é divulgada por meios oficiais equivocadamente. Fontes das forças de segurança já haviam anunciado a morte de Shekau em duas oportunidades desde 2009, mas é a primeira vez que exército afirma isso oficialmente.

O Boko Haram (que significa “A educação ocidental é pecado”, em língua hausa) combate pela criação de um Estado islâmico. O grupo pretende estabelecer um califado no noroeste da Nigéria. Em abril, o grupo sequestrou mais de 200 meninas em uma escola de uma vila remota de Chibok. As estudantes estavam fazendo uma prova quando homens armados cercaram a escola, as colocaram em caminhões e as levaram. Algumas delas conseguiram escapar. O episódio gerou uma campanha internacional pelo resgate das meninas.

O grupo também já matou milhares em cinco anos de ataques-relâmpago contra instalações militares e civis e tornou-se cada vez mais ambicioso nos dois últimos meses, passando a tentar conquistar e manter territórios no maior produtor de petróleo da África.

Os militares acrescentaram que o Boko Haram também tentou tomar a cidade de Konduga, perto da fronteira com Camarões, entre 12 e 17 de setembro, mas que foi repelido por forças aéreas e terrestres.

A insurreição do Boko Haram e sua feroz repressão pelas forças de segurança nigerianas deixaram 10 mil mortos desde 2009, segundo as autoridades da Nigéria, assim como mais de 650 mil desalocados, segundo as Nações Unidas.

Últimas de _legado_Mundo e Ciência