Por leonardo.rocha

Cabul - Autoridades do Afeganistão e dos Estados Unidos assinaram nesta terça-feira um aguardado acordo de segurança para permitir a permanência de tropas norte-americanas no país após o fim do ano, cumprindo uma promessa de campanha do novo presidente afegão, Ashraf Ghani.

O assessor de segurança nacional do Afeganistão, Hanif Atmar, e o embaixador dos EUA, James Cunningham, assinaram o acordo bilateral no palácio presidencial, em uma cerimônia transmitida pela televisão, um dia após Ghani tomar posse.

Embaixador dos EUA no Afeganistão%2C James Cunnigham%2C à esq.%2C com o conselheiro do presidente dos EUA%2C John D. Podesta%2C na embaixada dos EUA em CabulReprodução


O antecessor de Ghani, Hamid Karzai, recusou-se durante bastante tempo a assinar o acordo, o que afetou as relações do Afeganistão com os Estados Unidos.

Sob os termos do acordo, cerca de 12.000 soldados estrangeiros devem ficar no país para treinar e ajudar as forças de segurança afegãs após o encerramento formal da missão militar liderada pelos EUA e de sua missão de combate, no fim de 2014.

Posse

Ghani prestou na segunda juramento como presidente do Afeganistão durante cerimônia de posse na capital Cabul. O ato solene ocorre a poucos meses da retirada da Otan, Organização do Tratado do Atlântico Norte, do país.

O economista, de 65 anos, sucede Hamid Karzai, o único que dirigiu o Afeganistão desde a queda dos talebans em 2001, cumprindo-se assim a primeira passagem do poder entre dois chefes de Estado democraticamente eleitos na história do país.

"Hoje, depois de 13 anos à frente do governo, tenho orgulho de transferir o poder para um novo presidente", disse Hamid Karzai, durante a solenidade no Palácio Presidencial.

“Eu prometo, diante de Deus, que vou obedecer e apoiar a santa religião do Islã. Eu vou respeitar a Constituição e as leis e aplicá-las”, declarou Ashraf Ghani ao prestar juramento, acrescentando: “Eu vou defender a independência e a soberania do Afeganistão, proteger os direitos e interesses do país e do povo”.

Essa transição democrática coloca oficialmente um ponto final a três meses de crise política sobre os resultados da eleição que enfraqueceu o país. Ashraf Ghani e o seu rival Abdullah Abdullah reivindicaram a vitória no segundo turno das eleições presidenciais de 14 de junho, marcadas por denúncias de fraudes.

Entretanto, após pressão das Nações Unidas e dos Estados Unidos, os dois adversários aceitaram, na semana passada, formar um governo de união nacional.

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