Hong Kong quer restabelecer a ordem a qualquer custo

Chefe do governo diz que usará ‘todas as medidas’ para cidade voltar à normalidade

Por O Dia

Hong Kong - O chefe do Executivo de Hong Kong, Leung Chun-Yuing, afirmou neste sábado que tomará “todas as medidas necessárias” para restabelecer a ordem social até segunda-feira, para que a cidade possa voltar à normalidade. As declarações de Chun-Yuing foram feitas num momento de tensão, após ataques de grupos pró-China contra manifestantes que, por sua vez, suspenderam o diálogo com o governo por causa da violência.

Novos enfrentamentos entre partidários e opositores dos protestos a favor de eleições democráticas aconteceram na manhã de ontem nas ruas de Hong Kong. De acordo com a polícia, pelo menos 19 pessoas foram detidas e 16 ficaram feridas.

Manifestantes a favor e contra Pequim entram em confronto no bairro de Mong Kok na manhã de ontemReuters

Após uma noite de confrontos, os defensores da cidade com governo pró-Pequim marcharam próximos a manifestantes pró-democracia em Mong Kok, um bairro operário perto do popular bairro comercial de Tsim Tsa Shui.

Muitos residentes de Hong Kong manifestaram raiva e frustração pela forma como a polícia lidou com os distúrbios, acusando as forças de segurança de cooperar com quadrilhas de criminosos, deixando de fazer prisões e ajudando alguns agressores a sair do local rapidamente. “Nós condenamos a violência usada contra civis de Hong Kong ontem”, disse o líder estudantil Joshua Wong.

Poucas horas depois de os estudantes voltarem a ocupar parte das ruas do populoso bairro de Mong Kok, grupo de opositores às manifestações tentaram expulsá-los do local.

Em Admiralty, epicentro do movimento estudantil, e Causeway Bay, onde há acampamentos de estudantes, houve distúrbios mais leves ao longo da manhã.


Agressões sexuais contra as mulheres

Mulheres que participaram das manifestações pró-democracia em Hong Kong foram vítimas de agressões sexuais e assédio, denunciou ontem a Anistia Internacional (AI). A ONG acusou policiais de não proteger manifestantes, afirmando que os agentes não fizeram nada quando supostos membros da Tríada (máfia chinesa) atacaram ativistas em Mong Kok e Causeway Bay.

A polícia informou que está averiguando as acusações, enquanto que o ministro de Segurança de Hong Kong negou que o governo tenha recorrido à Tríada para agir contra os manifestantes.

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