Por clarissa.sardenberg

Dinamarca - O americano John O'Keefe e os noruegueses May-Britt Moser e Edvard I. Moser foram agraciados nesta segunda-feira com o Prêmio Nobel de Medicina 2014 por seu descobrimento das células que constituem o sistema de posicionamento do cérebro, anunciou nesta segunda-feira o Instituto Karolinska de Estocolmo, na Suécia. O comitê informou que os premiados descobriram o GPS interno do cérebro, que possibilita a orientação no espaço.

Em 1971, segundo o Instituto, O'Keefe descobriu os primeiros componentes desse sistema de posicionamento interno. Constatou que algumas células nervosas no hipocampo sempre se ativavam quando um rato se encontrava em um lugar determinado de um quarto e que outras células se ativavam quando o animal estava em outro ponto.

Noruegueses May-Britt Moser e Edvard MoserEFE

Mais de três décadas depois, em 2005, May-Britt e Edvard I. Moser descobriram outro componente chave desse sistema de posicionamento do cérebro, ao identificar outras células nervosas que geravam um sistema coordenado e permitiam se situar no espaço de forma precisa. Segundo o Instituto, os três resolveram um problema que ocupou filósofos e cientistas durante séculos: como o cérebro cria um mapa do espaço que nos cerca e pode conduzir nosso caminho através de um entorno complexo.

O'Keefe, nascido em 1939 em Nova York, concluiu seu doutorado em Psicologia Fisiológica na Universidade McGill do Canadá em 1967. Atualmente é diretor do Centro Wellcome Sainsbury de Circuitos Neuronais e Comportamento no University College de Londres. May-Britt Moser nasceu em 1963 em Fosnavaag, Noruega, e estudou Psicologia na Universidade de Oslo junto com seu futuro marido e também premiado, Edvard Moser. Em 2000, foi nomeada catedrática de Neurociência e atualmente é diretora do Centro de Computação Neuronal na Universidade de Ciência e Tecnologia de Trondheim, na Noruega. Seu marido nasceu em 1962 em Aalesund, Noruega, e é doutor em Neurofisiologia pela Universidade de Oslo. Agora é diretor do Instituto Kavli de Sistemas de Neurociência de Trondheim.

O Instituto Karolinska de Estocolmo dividiu nesta segunda o prêmio em duas partes: a primeira para o americano e a segunda para os noruegueses. Os agraciados compartilharão um prêmio de 8 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão).

No ano passado, o Nobel de Medicina foi para os cientistas americanos James E. Rothman e Randy W. Schekman e o alemão Thomas C. Südhof por seus descobrimentos da engrenagem que regula o trânsito vesicular». O Instituto Karolinska de Estocolmo premiou os três cientistas por terem resolvido o mistério de como a célula organiza seu sistema de transporte» interno e detalhar «os princípios moleculares que explicam como esse sistema é capaz de levar as moléculas precisas «até o lugar adequado, no momento adequado.

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