Por clarissa.sardenberg

Israel - O Ministério das Relações Exteriores de Israel repreendeu nesta segunda-feira o embaixador da Suécia em Tel Aviv, Carl Magnus, pelo anúncio feito na sexta-feira pelo primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven, que reconhecerá o Estado da Palestina, informou a imprensa local. A reprimenda para a qual foi convocado o embaixador sueco já terminou. Magnus se reuniu com o subdiretor-geral para Assuntos da Europa ocidental, Aviv Shiron, e o chefe da seção do Norte da Europa, Amir Maimon, explicou o jornal Yedioth Ahronoth em seu site.

O embaixador foi repreendido após o discurso do primeiro-ministro, Stefan Löfven, sobre a intenção de seu governo de apoiar o estabelecimento do Estado palestino, acrescentou. Magnus foi convocado neste domingo pelo ministro, o ultranacionalista Avigdor Lieberman, que acusou Löfven de não ter assumido que foram os palestinos que colocaram obstáculos para a paz nos últimos 20 anos.

Embaixador da Suécia foi repreendido por ministro ultranacionalista israelenseReuters

"O primeiro-ministro sueco precisa entender que qualquer declaração ou qualquer passo de um elemento externo não servirá de alternativa para as negociações diretas entre as duas partes", afirmou Lieberman.

A solução só deve ser parte de um acordo inclusivo entre Israel e o mundo árabe acrescentou o ministro em comunicado enviado à imprensa. Lieberman insinuou que a decisão do primeiro-ministro sueco carece de visão internacional e é, sobretudo, um assunto de prestígio interno.

Se o que preocupava o primeiro-ministro sueco em seu discurso inaugural era a situação no Oriente Médio, deveria ter focado nos assuntos atuais da região, como o massacre na Síria, no Iraque e em outras partes, afirmou. Löfven contou neste domingo, no entanto, com o apoio da presidente do partido de esquerda Meretz, Zahava Gal-On, que louvou sua iniciativa e criticou com firmeza a decisão de Lieberman de convocar o embaixador.

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) comemorou no sábado a decisão da Suécia e pediu que outros países seguissem o exemplo de Estocolmo. O anúncio da Suécia é um sinal de um compromisso genuíno com a justiça e os requisitos para a paz, entre eles a solução dos dois Estados nas fronteiras de 1967, afirmou Hanan Asrawi, membro do comitê executivo da OLP.

Após saber da decisão sueca, os Estados Unidos afirmaram que consideram prematuro o reconhecimento da Palestina como Estado e que esse passo só deve ser tomado quando for concluído o processo de paz com Israel.

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