Por leonardo.rocha

Madri - O cachorro da mulher infectada por ebola na Espanha foi sacrificado nesta quarta-feira, informou o conselheiro de Saúde da comunidade autônoma de Madri, Javier Rodríguez. "Infelizmente não houve outra alternativa", disse o funcionário do governo regional da capital espanhola.

Uma caminhonete levou o animal do edifício onde mora a auxiliar de enfermagem infectada pelo vírus, Teresa Romero, em meio a protestos de várias pessoas que desde a última terça-feira estavam reunidas em frente ao local para pedir que ele não fosse sacrificado.

Imagem de arquivo de Teresa Romeros e Excálibur%2C em sua casaReuters


Em nota, a Secretaria de Saúde de Madri explicou que, segundo a informação científica disponível, "existem dados que confirmam a descobertas de cachorros com anticorpos positivos do vírus ebola", por isso, estes animais "podem sofrer um processo de infecção, mesmo que não apresentem sintomas.

O marido de Teresa, Javier Limón, havia condenado a possibilidadede seu cão, chamado Excalibur, ser morto, e declarou que tinha se negado "categoricamente" a dar sua autorização. A Secretaria de Saúde da comunidade Autônoma de Madri ordenou o sacrifício do animal e a posterior cremação do corpo do animal.

Excalibur foi sacrificado como medida preventiva contra a transmissão do mortífero vírus do ebola. Ele estava na residência de seus donos, e o presidente da ONG Mascotes Solidários, o veterinário Carlos Rodríguez, tinha assumido sua custódia. Pouco antes de ser anunciado que o cachorro tinha sido sacrificado, Rodríguez informou à imprensa que haviam sido rejeitados os dois recursos apresentados para evitar sua morte.

Protestos

Dezenas de ativistas pelos direitos dos animais se reúnem nesta quarta-feira e uma tentativa de impedir a polícia espanhola de entrar no apartamento da vítima de ebola Teresa Romeros para proteger seu cão de estimação, Excálibur. O governo de Madrid expediu uma ordem que determina que o cão seja submetido a uma eutanásia para não colocar em risco a saúde pública pois há a possibilidade de espalhar o vírus.

Ativistas enfrentam polícia da Espanha para evitar sacrifício de Excálibur Reuters


A ação das autoridades provocou revolta entre alguns, que convocaram um protesto através de redes sociais e reuniram mais de 300 mil assinaturas ao redor do mundo em busca de salvar a vida do animal. Ainda nesta terça-feira, um grupo de 100 pessoas, se concentrou em frente ao edifício onde vive a auxiliar de enfermagem contaminada pelo vírus ebola, para pedir que as autoridades de Madri não sacrifiquem o cachorro da família, Excalibur, como medida preventiva.

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