Por bferreira

Espanha - Em meio a protestos de médicos e enfermeiros em Madri, na Espanha, para exigir a renúncia da ministra da Saúde do país, a Comissão Europeia solicitou ao governo explicações sobre falhas que provocaram o contágio pelo ebola de uma profissional de saúde num hospital da cidade. Identificada como Teresa, ela atendeu dois missionários infectados, que morreram após serem repatriados da África. “Aconteceu, evidentemente, um problema em algum momento”, disse o porta-voz da Comissão, Frederic Vincent.

A Comissão acompanha e coordena procedimentos para evitar a entrada do vírus na Europa. “Quando a falha for identificada, servirá de exemplo aos outros países”, explicou Vincent.

O protesto de funcionários de saúde espanhóis foi na porta do hospital universitário La Paz, onde ocorreu a contaminação da enfermeira. Eles querem a demissão da ministra Ana Mato e acusam o sucateamento do sistema de saúde do país como responsável pela transmissão do vírus.

Teresa segue internada e isolada, e “evolui satisfatoriamente”. Três pessoas que tiveram contato com ela foram hospitalizadas e estão sendo monitoradas: o marido, um viajante e outra profissional de saúde. Ontem, o marido dela, identificado como Javier, protestou no Facebook contra a ameaça do governo de sacrificar o cão da família, que ficou em casa sozinho. Há trabalhos científicos que sugerem que cachorros também possam transmitir o ebola.

Brasil tem poucas chances de ‘importar’ a doença

O mesmo estudo que apontou grandes chances de o vírus chegar à França e ao Reino Unido sugere que o Brasil bem menos possibilidades de ‘importar’ o ebola. Segundo a pesquisa da Universidade Northeastern, dos Estados Unidos, até o fim deste mês os brasileiros correm apenas 5% de risco de a doença chegar. Entre as 30 nações analisadas pelos cientistas, o país está em último lugar.

O método analisou o tráfego aéreo global e o ritmo de propagação do ebola pelo mundo. A França é a mais ameaçada, com 75% de chances. O Reino Unido ficou em segundo lugar, com 50%.

A epidemia, localizada em países da África Ocidental, já matou mais de 3,4 mil pessoas desde que começou, em março. Os casos se espalharam rapidamente, infectando quase 7,2 mil pessoas até agora.

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