Novos documentos revelam detalhes sobre o caso Lewinsky e a era Clinton

Documentos mostram a estratégia utilizada pela Casa Branca para defender o presidente do escândalo com affair

Por O Dia

Estados Unidos - O Arquivo Nacional dos Estados Unidos publicou nesta sexta-feira 10 mil páginas de documentos que revelam detalhes sobre o "escândalo Lewinsky" e outros assuntos do governo do presidente Bill Clinton (1993-2001).

Os documentos mostram a estratégia utilizada pela Casa Branca para defender o presidente do escândalo provocado pela revelação do affair que Clinton teve com a estagiária Mónica Lewinsky, que botou em risco sua permanência no cargo.

Ex-presidente americano Bill ClintonEfe


Entre outros dados, estão as linhas estratégicas de comunicação e uma lista de perguntas que poderiam ser feitas ao presidente pelos jornalistas em entrevistas relacionadas ao julgamento político a que foi submetido após o escândalo.

Além disso, há um pedido de desculpas do jornalista Keith Olbermann, que trabalhava então para o canal de televisão "MSNMC", por "qualquer papel que tenha tido em perpetuar esta cobertura incessante", em referência ao caso Lewinsky.

Com esta nova série de documentos, o Arquivo Nacional publicou desde fevereiro 30 mil páginas da era Clinton, que incluem as mensagens de e-mail trocadas entre seus assessores.

Outro dos temas revelados é a criação da política conhecida como "Don't ask, Don't tell" (Não pergunte, não responda), promulgada em 1993, que tolerava a participação dos homossexuais nas Forças Armadas do país desde que não revelassem sua orientação sexual, revogada em 2011.

Também há páginas dedicadas ao perdão de Clinton ao multimilionário americano Marc Rich, que em 1983 fugiu dos Estados Unidos para não cumprir pena por sonegação de impostos e ligação com o crime organizado, em seu último dia na Casa Branca, caso que também provocou muita polêmica.

Rich foi acusado de sonegar mais de US$ 48 milhões em impostos e de comprar, ilegalmente, petróleo do Irã durante a crise dos reféns de 1979. Sua esposa, Denise Rich, foi uma das grandes contribuintes do Partido Democrata.

Também foi liberada informação sobre o litígio do caso do ex-comandante guerrilheiro guatemalteco Efraín Bámaca, que desapareceu em 1992 durante um combate com o exército de seu país, liderado pela advogada americana Jennifer Harbury, esposa do desaparecido.

Está incluída na lista divulgada hoje a troca de e-mails de funcionários da Casa Branca e outros documentos que analisam como proceder ao pedido da advogada para que fossem entregues documentos secretos que a CIA possuísse sobre o caso.

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