Premiê palestino chega a Gaza para primeira reunião do governo de unidade

Rami Hamdallah deve visitar áreas destruídas pela guerra; sua presença pode incentivar países a reconstruirem em Gaza

Por O Dia

Gaza - O primeiro-ministro palestino, Rami Hamdallah, chegou à Faixa de Gaza, território dominado pelo grupo Hamas, nesta quinta-feira para realizar a primeira reunião do governo de unidade nacional desde a breve guerra civil em 2007 entre o grupo islâmico e forças leais ao partido Fatah.

Dezenas de seguranças do Fatah leais ao presidente Mahmoud Abbas e também policiais do Ministério do Interior do Hamas fizeram a proteção de Hamdallah, que fez uma inspeção simbólica de uma guarda policial.

Em sua agenda, ele deve visitar regiões destruídas na guerra de 50 dias com Israel em julho e agosto, e sua presença pode encorajar países doadores a se comprometerem com recursos para reconstruir Gaza, cujos custos Hamdallah estimou que serão da ordem de 4 bilhões de dólares nos próximos três anos.

"Eu venho a vocês representando o presidente Mahmoud Abbas e, como chefe do governo nacional de consenso, para assumir nossas responsabilidades, atender suas necessidades e lançar um esforço abrangente para ajudar Gaza e trazer alívio para nosso povo aqui", disse ele.

Partidos palestinos concordaram, no mês passado, que o governo de união assumiria a autoridade imediata sobre Gaza antes de uma conferência internacional de ajuda humanitária em 12 de outubro na capital do Egito, Cairo. Os dois lados concordaram em maio com a formação de um gabinete conjunto.

ONU

Em setembro, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu comparou seu recente bombardeio na Faixa de Gaza com a ação liderada pelos EUA contra militantes na Síria e Iraque, dizendo que o Hamas e o Estado Islâmico compartilham o mesmo objetivo de dominar o mundo.

Dirigindo-se à Assembleia Geral da ONU, Netanyahu acusou o Hamas de cometer "crimes de guerra de verdade" em Gaza usando civis palestinos como escudos humanos.

A afirmação foi uma resposta irritada ao discurso do líder palestino Mahmoud Abbas na última semana da ONU, que acusou Israel de conduzir uma "guerra de genocídio" em Gaza.

Netanyahu protestou contra os líderes mundiais que condenaram Israel por sua guerra contra o Hamas e elogiaram o presidente Barack Obama por atacar militantes do Estado Islâmico e outros extremistas na Síria e no Iraque.

Eles "evidentemente não entendem que o EI e o Hamas são ramos da mesma árvore venenosa", disse o primeiro-ministro israelense, referindo-se ao grupo Estado Islâmico por um dos seus acrônimos.

Netanyahu disse que os líderes do Hamas e do grupo sunita compartilham o mesmo objetivo de impor o islamismo militante no mundo.

"O objetivo imediato do Hamas é destruir Israel, mas eles têm um objetivo mais amplo", disse ele. "Quando se trata de seus objetivos finais, o Hamas é o EI, e o EI é o Hamas."

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