Vinte e sete reféns do Boko Haram são libertados em Camarões

Dez chineses e a mulher do vice-primeiro-ministro camaronês estão entre os soltos no país africano

Por O Dia

Camarões - Um total de 27 reféns sequestrados pelo grupo militante Boko Haram em Camarões em maio e julho deste ano foram soltos, incluindo dez chineses e a mulher do vice-primeiro-ministro camaronês, disseram autoridades neste sábado. Os reféns libertados foram transportados do norte do país africano para a capital, onde estão sendo tratados no hospital, disse o ministro das Comunicações e porta-voz do governo, Issa Tchiroma Bakary.

“Você pode imaginar que, após essa provação, eles estão muito felizes por estarem livres, além de muito aliviados. Mas também estão fracos, em condições físicas muito ruins”, afirmou. Ele confirmou que os sequestradores eram do Boko Haram.

O presidente camaronês, Paul Biya, esteve pessoalmente envolvido para garantir a libertação dos reféns, em um processo que também incluiu os militares, o serviço de inteligência do país e a sociedade civil, disse Bakary. Ele se negou a dar mais detalhes.

Os profissionais chineses foram sequestrados em maio, na cidade de Waza, localizada a 20 quilômetros da fronteira com o Nigéria. A mulher do vice-premiê foi capturada em julho, segundo a Presidência.

“Os 27 reféns sequestrados em 16 de maio de 2014, em Waza, e em 27 de julho de 2014, em Kolofata, foram entregues nesta noite às autoridades camaronesas”, disse Biya em comunicado lido na rádio estatal. Ele governa o país desde 1982.

“Dez chineses, a mulher do vice-primeiro-ministro Amadou Ali, o Lamido (líder local religioso) de Kolofata, e os membros de suas famílias que foram sequestrados agora estão a salvo”, afirmou ele, sem dar muitos detalhes.

Uma autoridade da embaixada da China em Camarões confirmou a soltura dos seus cidadãos e disse que eles chegaram a Yaounde em um avião fretado pelo governo, de acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua.

O Boko Haram matou centenas de pessoas neste ano, a maioria no nordeste da Nigéria, em sua campanha, que já dura cinco anos, para a instalação de um estado islâmico.

A maioria das mortes ocorreu no nordeste nigeriano, embora o grupo também tenha detonado bombas em outros lugares. Boko Haram significa “A Educação Ocidental é Pecaminosa”, no idioma local Hausa.

Neste ano, o Boko Haram intensificou os ataques em Camarões, fazendo o país destacar suas tropas para a região norte. Nos últimos dois meses, o grupo também tentou tomar o controle de territórios em áreas remotas da fronteira com Camarões, além de realizar incursões em Níger e Chade.

O grupo atraiu atenção internacional após sequestrar mais de 200 estudantes nigerianas em abril. Há poucas informações sobre o destino dessas moças.

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