Obama recebe enfermeira que se curou do ebola com abraço, na Casa Branca

Caso de Nina Pham foi o primeiro de contágio da doença ocorrido dentro dos Estados Unidos

Por O Dia

Estados Unidos - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, recebeu nesta sexta-feira, com um abraço, a enfermeira Nina Pham, a primeira pessoa que contraiu ebola dentro do país e que já se curou da doença, no Salão Oval da Casa Branca. Obama se reuniu com Pham, de 26 anos, na residência oficial e os fotógrafos imortalizaram o abraço entre ambos, que reflete o desejo do presidente de tranquilizar os cidadãos americanos após a chegada do ebola ao país.

A reunião foi fechada para a imprensa e somente os fotógrafos puderam entrar no Salão Oval para fazer algumas imagens. A enfermeira, que atendeu no Hospital Presbiteriano de Dallas (no estado do Texas) um liberiano com a doença e acabou contraindo o vírus, deixou nesta mesma manhã o centro clínico dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, sigla em inglês) onde estava internada em Bethesda (Maryland), nos arredores da capital Washington.

Nina recebeu abraço de Obama no Salão Oval Reuters

Em comunicado, as autoridades do NIH afirmaram que Pham está "livre" do vírus e, pouco depois, a enfermeira deixou o centro clínico. Antes de seu encontro com Obama, a enfermeira não teve que passar por nenhuma outra revisão ou controle adicional, já que foi submetida a cinco exames diferentes "para confirmar que já não tem o vírus", detalhou aos jornalistas o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

Ao deixar o centro clínico, Pham disse aos jornalistas que se sentia "afortunada e abençoada" e acrescentou que acredita "no poder da oração", depois de agradecer a todas as pessoas que rezaram por sua cura.

O caso de Pham foi o primeiro de contágio da doença ocorrido dentro dos Estados Unidos e, desde 16 de outubro, ela ficou internada no centro clínico dos NIH em Bethesda, onde estão acontecendo pesquisas para desenvolver uma vacina contra o vírus.

Pham e outra enfermeira, Amber Vinson, atenderam no hospital de Dallas o liberiano Thomas Eric Duncan, que contraiu o ebola em seu país, mas só manifestou os sintomas quando já estava nos EUA. Duncan, quem chegou em setembro aos EUA para se casar, morreu no dia 8 de outubro por decorrência do ebola no hospital de Dallas. Amber foi transferida ao Hospital Emory de Atlanta para receber tratamento e, na última quarta-feira, sua família anunciou que também está curada da doença.

O hospital disse nesta sexta em comunicado que Amber continua melhorando, mas ainda não há uma data estipulada para que possa receber alta. Além disso, outro doente com ebola, o primeiro diagnosticado em Nova York, se encontra hoje estável e foi submetido à terapia intensiva, enquanto são averiguadas suas últimas ações para evitar que o vírus se alastre.

Craig Spencer, um médico de 33 anos que esteve por várias semanas cuidando de doentes com ebola na Guiné, foi internado nesta sexta-feira no Hospital Bellevue de Nova York com sintomas da doença.

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