Por bferreira

Rio - Exames de DNA não servem apenas para determinar a paternidade de uma criança. Com a redução dos preços, os testes genéticos estão se tornando aliados de homens e mulheres no combate à calvície. São três as análises que auxiliam os profissionais da área a definir a melhor forma de tratamento para o problema e a evitar procedimentos inadequados e de alto risco para os pacientes.

O principal dos testes mede a sensibilidade à finasterida. A droga, que estimula a produção de cabelo, pode provocar uma série de efeitos colaterais, como impotência sexual e complicações no fígado. Apesar de ser o método mais utilizado contra a calvície, mais da metade dos pacientes não responde ao medicamento, segundo a terapeuta capilar Patrícia Maciel. “Essas pessoas só sofrerão os graves efeitos adversos. Por isso, esse exame é muito importante”, afirma.

Também crucial para impedir que o paciente passe por procedimentos que trarão resultados ruins, outro teste indicado é o de suscetibilidade a queloides. Realizado por aqueles que pretendem fazer implante, o exame aponta as chances de a cirurgia causar cicatrizes altas no couro cabeludo. “Fica impossibilitado de receber implante o paciente cujo exame mostra tendência para desenvolver queloide. As cicatrizes são praticamente irreversíveis e esteticamente ruins”, diz Patrícia.

Por fim, é possível também descobrir qual o grau de hereditariedade da calvície. O exame é mais indicado para aqueles que ainda não sofrem com a perda de cabelo. Nestes casos, o paciente é capaz de ser salvo de ficar careca. “Se ele apresentar alto risco de alopecia, conseguimos fazer tratamentos que não permitam a queda de cabelo ou, ao menos, interrompam um processo já iniciado”, comenta.

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