Por victor.duarte

Irã - Na véspera do prazo final para um acordo sobre as atividades nucleares do Irã, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), Yukiya Amano, disse nesta quinta-feira em Viena, que o governo iraniano ainda tem que dar explicações sobre a suspeita de que o país estaria desenvolvendo uma bomba atômica. Segundo Amano, a Aiea não pode oferecer “garantias críveis” de que as intenções do Irã são pacíficas.

Amano informou que a agência continua a fiscalizar se há desvio nas atividades nucleares declaradas pelo Irã, de acordo com o estabelecido em acordo entre as potências mundiais e o governo iraniano. Ele enfatizou, porém, a dificuldade de obter acesso oportuno a documentos, informações relevantes, locais, materiais e ao pessoal envolvido.

Enquanto isso, líderes do Irã e de seis potências mundiais – Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha – estão reunidos na capital austríaca para tentar costurar o acordo que pode colocar fim a mais de uma década de disputa sobre as atividades nucleares do Irã. O país é acusado, desde 2002, de enriquecer urânio em volume suficiente para construir uma bomba atômica em curto prazo.

Na segunda-feira, vence o prazo estipulado em um documento provisório assinado em novembro do ano passado, que congelou as sanções econômicas impostas pelas potências mundiais ao país árabe, em troca do estabelecimento de limites às atividades nucleares iranianas.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que chegou hoje a Viena para participar das conversas, disse que uma extensão do prazo ainda não está sendo discutida. “Estamos negociando para alcançar um acordo”, enfatizou.

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