Beber muita água é melhor forma de evitar pedra no rim

Pelé e Valesca Popozuda tiveram de ser operados. Ex-atleta voltou para hospital

Por O Dia

Rio - Pelé e Valesca Popozuda vêm enfrentando problemas de saúde bem parecidos. O ex-jogador foi internado duas vezes — a mais recente na noite de segunda-feira, em São Paulo — para tratar de pedras nos rins e infecção urinária. Domingo, a funkeira foi operada de urgência no Rio, também devido a cálculos renais. O que faz um distúrbio afetar em igual medida um homem de 74 anos e uma mulher de 36 é o baixo consumo de água, afirmam especialistas.

As pedras (ou cálculos) nos rins são pequenos cristais de cálcio produzidos no sistema urinário. Quando se agrupam, podem se depositar na parede dos órgãos, causando infecções e dor intensa. “A principal causa para o problema é o baixo consumo de líquido. Além disso, fatores genéticos e dieta rica em sal e proteína animal também influenciam”, aponta o chefe do setor de Urologia do Hospital Badim, Celso Dantas.

Apesar de normalmente associados ao rim, os cálculos tornam-se mais graves quando saem do órgão e alcançam o ureter, tubo que liga o rim à bexiga. Nestas ocasiões, o corpo tenta expelir as pedras, provocando fortes dores e exigindo procedimento cirúrgico, caso de Pelé. “Mulheres com filhos dizem que a dor é pior que as contrações do parto normal”, comenta o urologista.

Além da localização — cálculos na bexiga também não possuem grandes indicações de cirurgia —, o tamanho das pedras também determina qual procedimento adotado para tratar o problema. “Muitas vezes, cálculos médios, de 4 ou 5 mm, pedem apenas o relaxamento do ureter para sair naturalmente”, explica Dantas.

No caso de Valesca, porém, o cálculo detectado possuía 7 mm, o que causa dor até mesmo quando se restringe ao rim. “Em pedras grandes, é necessária a cirurgia, mas o procedimento é simples, sem barriga aberta e o paciente pode receber alta no dia seguinte”, afirma.

Ex-jogador está tomando antibióticos

Após retirar cálculos renais no ureter e na bexiga, há duas semanas, Pelé voltou a ser internado na noite de segunda-feira no hospital Albert Einstein, em São Paulo. No local para a realização de exames de rotina, o ex-jogador teve quadro de infecção urinária constatado e segue sob observação médica.

Para o urologista Celso Dantas, a situação não é frequente, mas também não é algo incomum. “Muito provavelmente o tratamento de infecção feito durante a primeira ida ao hospital não foi suficiente e o problema reapareceu. Não configura erro dos médicos”, afirma o especialista.

O Atleta do Século está sendo tratado com antibióticos e ainda não tem previsão de alta.