Documentos comprovam atos de tortura durante interrogatórios da CIA

Agência de segurança executou interrogatórios entre 2002 e 2007 para prender suspeitos de integrarem a al-Qaeda

Por O Dia

Estados Unidos - O Comitê de Inteligência do senado americano divulgou, nesta terça feira, documentos que comprovam ações de tortura durante interrogatórios de suspeitos de intagrarem a Al-Qaeda após os atentados do dia 11 de setembro. Os interrogatórios ocorreram entre os anos de 2002 e 2007, durante o governo de George W. Bush.

A agência de segurança informou que os atos de tortura ajudaram a prender suspeitos importantesReuters


A ação utilizava de métodos como exposição ao frio, privação de sono, agressão física, humilhação e afogamento com os interrogados. Em nota, a agência de segurança informou que os interrogatórios ajudaram a salvar vidas. "A informação adquirida com o programa foi fundamental para nos ajudar a compreender a al-Qaeda e continua a ajudar nas nossas missões contra o terrorismo até os dias de hoje.", informou o diretor da CIA, John Brennan, na nota.

Diretora do Comitê, a democrata Dianne Feinstein descreveu a ação da CIA como uma mancha para a história americana. "Este documento não pode remover a mancha, mas diz para nossa população e para o mundo que a América é grande demais para admitir quando está errada e confiante demais para aprender com seus próprios erros.", declarou a senadora.

Documento comprovou que CIA torturou seus interrogados entre 2002 e 2007Reuters


Dianne Feinstein acrescentou que "sob qualquer sentido comum dos termos, os detidos pela CIA foram torturados". O presidente Barack Obama declarou que os métodos utilizados pela agência de segurança não representam os valores norte-americanos. "Estas técnicas causaram danos significativos para a imagem dos Estados Unidos no mundo e tornou mais difícil nossas negociações com os aliados.", declarou o presidente.

Em defesa da CIA, os senadores republicanos insistiram que os métodos ajudaram na captura de importantes suspeitos e na morte de Osama Bin Laden. "Reivindicações incluídas neste relatório que afirmam o contrário estão erradas", declarou Mitch McConnell, senador republicano pelo estado do Kentucky.

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