Por paloma.savedra
Austrália - A polícia da Austrália entrou na cafeteria de Sydney (Austrália) onde um homem armado fez funcionários e clientes como reféns por cerca de 17 horas, e alguns deles estão sendo retirados do local de maca. Entre os reféns está a brasileira de Goiânia, Marcia Mikhael. Segundo informações de uma televisão australiana, duas pessoas foram mortas e três ficaram gravemente feridas.
O sequestrador foi identificado como o refugiado iraniano Haron Monis. Ele foi condenado por abuso sexual e é ainda conhecido por ter enviado cartas de ódio a familiares de soldados australianos mortos no exterior. "Não há razão operacional para que o nome seja retido por nós agora", disse a fonte policial, que pediu para não ser identificada.
Refém corre em direção a policiais depois de escapar de um café no Martin Place em Sydney, na AustráliaReuters

Desde o início do sequestro, as autoridades australianas declararam que o objetivo era retirar todos os reféns "sem incidentes".

Brasileira refém em café em Sydney usou a rede social para falar com a irmã

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"Nosso único objetivo nesta noite (horário local) e pelo tempo que precisar é retirar essas pessoas que estão presas atualmente no café de forma segura. Essa será nossa prioridade e não mudará", disse Andrew Scipione, delegado da polícia do estado de Nova Gales do Sul.

Scipione se negou a fornecer detalhes sobre as exigências ou a natureza do ataque e do sequestrador. O primeiro-ministro da Austrália, Tony Abbott, afirmou que a ação tem "motivações políticas".

Momento em que polícia australiana resgata personal trainer brasileira de café conde era feita refémReuters

Cinco libertos

Após sete horas de sequestro, cinco reféns conseguiram sair do local, embora as autoridades não tenham esclarecido se foi uma fuga ou eles foram libertados.

Um dos reféns foi atendido em um hospital, mas por "uma condição preexistente", comentou Scipione.

"Há muito trabalho por fazer e muito mais nas próximas horas, tenho certeza", disse o delegado.
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Com EFE e Reuters