Primeiro carro a hidrogênio produzido em série começa a ser vendido no Japão

Toyota começou a vender no país o primeiro veículo movido a hidrogênio que deverá ser produzido em série para o público geral

Por O Dia

Japão - A Toyota começou a vender no Japão, nesta segunda-feira, o primeiro veículo movido a hidrogênio que deverá ser produzido em série para o público geral. A Toyota, maior fabricante mundial de veículos, planeja manufaturar 700 unidades até o final de 2015 e ter vendido cerca de 400 no Japão, embora possa aumentar a produção se a demanda for maior do que o previsto.

A empresa com sede em Aichi (centro do Japão) deve lançar o veículo na Europa e Estados Unidos no meio do ano que vem. Por enquanto, no Japão o preço recomendado do Mirai para o público, com impostos incluídos, é de 7.236.000 ienes (US$ 60,8 mil). No entanto, como o incentivo do governo japonês para a compra deste carro é de 2,02 milhões de ienes (US$ 17 mil), o total necessário para adquirir o carro é de 5,2 milhões de ienes (US$ 43,8 mil).

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O Mirai (que significa "Futuro" em japonês) pode percorrer cerca de 650 quilômetros com um tanque de hidrogênio, que demora 3 minutos para ser recarregado totalmente. A partir da mistura entre hidrogênio e oxigênio, se produz a eletricidade que movimenta o veículo. O carro emite apenas vapor de água ao invés de gases poluentes para o efeito estufa.

Com o Mirai, a Toyota espera ter o mesmo êxito de seu modelo Prius, o primeiro carro híbrido produzido em série na história, que abriu o caminho para popularizar os carros que misturam um motor de gasolina e um ou mais motores elétricos e que por isso poluem menos.

No entanto, o alto custo de produção tanto do Mirai como de outros veículos a hidrogênio e a falta de estações, cuja construção também é muito custosa, são um grande empecilho para atingir a curto prazo o uso generalizado desta tecnologia.

Perante esta falta de estações de recarga, a Toyota venderá inicialmente o Mirai nas quatro maiores áreas metropolitanas do Japão (Tóquio, Osaka, Nagóia e Fukuoka), onde espera-se que haja mais infraestrutura deste tipo.

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