Autoridades cogitam adoção de criança com HIV expulsa de cidade chinesa

A criança, de oito anos, seria expulsa da cidade Shufangya, com o objetivo de 'proteger a saúde dos vizinhos'

Por O Dia

Pequim - As autoridades chinesas estudam colocar para adoção uma criança de oito anos que foi expulsa de seu povo por ser portador do vírus HIV, um caso que motivou mensagens de rejeição das Nações Unidas.

Li Hui, líder da comarca de Xichong, onde se encontra a cidade que pretende expulsar o menor, explicou que as autoridades locais cogitam permitir que alguma organização profissional o adote.

A imprensa chinesa publicou na semana passada que 200 dos 900 habitantes de Shufangya, cidade da província chinesa de Sichuan (no sudoeste do país) tinham assinado uma iniciativa para expulsar a criança por ser soropositiva.

Esta iniciativa, que tinha como objetivo "proteger a saúde dos vizinhos", segundo seus defensores, levantou uma grande polêmica na China.

A ONU divulgou na sexta-feira um comunicado sobre este caso no qual disse estar "profundamente preocupada" com a expulsão do menor e denunciou que ele tinha sido "discriminado e estigmatizado".

O Centro Nacional para o Controle e a Prevenção da aids e as Doenças sexualmente Transmissíveis da China opinou sobre este caso e destacou que os direitos básicos da criança devem de ser protegidos.

Depois do debate que a expulsão do menor provocou, as autoridades locais cogitam retirar a custódia da criança de seus avôs maternos, com quem vive desde pouco após nascer, já que seu avô foi um dos signatários da iniciativa.

A ONG AIDS Care China, que ajuda soropositivos no país asiático, já se ofereceu para assumir temporariamente os cuidados da criança

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