Viagens longas aumentam o risco de trombose em grávidas

Muito tempo sem se mexer favorece formação de coágulos. Mal pode provocar AVC

Por O Dia

Rio - Gestantes que pretendem viajar nas férias precisam de cuidados especiais. Passar horas parada, seja em carro, ônibus ou avião, pode aumentar o risco de trombose, que é a obstrução dos vasos sanguíneos. Mas médicos garantem que é possível passear em segurança.

Em viagens longas — seja de ônibus ou avião—, o recomendado é a gestante levantar a cada duas ou três horas e caminhar no corredor, segundo o ginecologista obstetra, especialista da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Antonio Paulo Stockler.

Caminhar a cada duas horas favorece circulação e evita a tromboseIstock

Se a mulher estiver de carro, o indicado é fazer uma parada no mesmo período de tempo. De acordo com Antonio, durante a viagem, são bem-vindos exercícios como esticar as pernas, movimentar a ponta do pé, estender a panturrilha e fazer movimentos circulares com os pés em volta do tornozelo.

Os movimentos, diz ele, facilitam a circulação e previnem contra o surgimento da trombose.“As grávidas são mais suscetíveis ao mal, porque organismo delas produz mais coágulos para suportar a perda de sangue na hora do parto”, disse. Além disso, a dilatação do útero dificulta a passagem do sangue entre as extremidades e o coração.

No caso do avião, o médico lembra que, normalmente, as empresas não deixam viajar a partir das 34ª e a 35ª semanas. Entre os sintomas da doença estão inchaço, dores e vermelhidão em alguma parte da extremidade do corpo. “O perigo aparece quando o coágulo se solta e vai para o coração, cérebro ou pulmão, causando problemas como embolia pulmonar e AVC”.

Alimentação evita enjoos no passeio

Durante viagens, é comum que a grávida sinta enjoos. Segundo Antonio Paulo, o incômodo está relacionado às mudanças hormonais, características do período. “O enjoo costuma ocorrer nos quatro primeiros meses de gestação. Pode estar ligado também ao equilíbrio do corpo”, explica.

Para evitar o surgimento do problema, Stolker sugere que as grávidas se alimentem com intervalos de duas e três horas, e não deitem após as refeições. “Comer em excesso também faz mal. Normalmente, é necessário tomar um remédio, mas o ideal é procurar um médico antes”, alerta o especialista.

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