Iraque - John Cantlie, o jornalista britânico capturado pelo Estado Islâmico em novembro de 2012, aparece caminhando pelas ruas de Mosul, Iraque, fazendo propaganda positiva do grupo em novo vídeo divulgado na Internet. As informações são do The Telegraph.
Com o objetivo de mostrar como a vida segue normalmente após a ocupação dos terroristas na segunda maior cidade iraquiana, o jornalista independente aparece em um vídeo produzido no estilo de um diário de viagem semelhante aos utilizados em programas de férias.
Cantlie foi sequestrado pelos militantes com James Foley, fotógrafo americano decapitado pelo grupo sunita, em novembro de 2012. Ao invés de matarem o jornalista, os rebeldes utilizaram as habilidades profissionais de Cantlie para promover a milícia em uma série de vídeos.
Nos primeiros quatro vídeos do EI, o britânico foi filmado sentado em uma mesa vestindo o mesmo macacão laranja dos outros prisioneiros decapitados. No fim do ano passado, porém, ele foi filmado nos arredores da cidade de Kobane, na Síria. Nesta mais recente produção — "Inside Mosul" — ele é filmado como repórter itinerante.
"Hoje nós estamos no topo do mundo observando Mosul, a segunda maior cidade iraquiana que está sobre completo controle do Estado Islâmico por cinco meses", ele disse logo no início do vídeo falando sobre a metrópole de 2 milhões de habitantes.
Usando roupas casuais, ele continuou: "Fico impressionado como tudo aqui está normal, louco e cheio. Não é uma cidade vivendo sob o medo que o Ocidente quer que você pense".
Ele contesta a reportagem do Guardian sobre os de cortes de energia diárias visitando a cidade de Souk com entusiasmo, apontando as luzes neon e brilhantes.
Ao passar por um hospital, ele diz que os médicos estão recebendo o medicamento de que necessitam antes de ir para enfermaria infantil, onde as crianças estão sendo tratadas por problemas psiquiátricos causados por bombardeios, de acordo com ele.
Desmentindo relatos de que a lei e a ordem haviam acabado porque a polícia havia fugido da cidade, Cantlie monta em uma motocicleta da polícia com um oficial sentado na garupa.
"É como se a polícia fosse desnecessária, apesar de ter uma presença muito firme. Há muito pouco crime aqui em Mosul."