Políticos de vários países participam de homenagem a vítimas de terroristas

Ato será neste domingo e deve reunir uma multidão nas ruas da capital francesa

Por O Dia

Paris - Uma grande manifestação promete levar milhares às ruas de Paris neste domingo, a partir das 15h (meio-dia de Brasília), em memória das 17 vítimas de ataques terroristas no país na quarta-feira. Além do presidente francês, François Hollande, a Marcha Republicana, como vem sendo chamada, vai reunir líderes como a chanceler alemã, Angela Merkel; o primeiro-ministro britânico, David Cameron; o premiê espanhol, Mariano Rajoy, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. A presidenta Dilma Rousseff pediu ao embaixador brasileiro na França, José Bustani, que a represente na manifestação.

A segurança será reforçada. De acordo com o ministro do interior da França, Bernard Cazeneuve, mais de 5.500 policiais e militares serão mobilizados. Cerca de 150 policiais civis farão a segurança das personalidades, e 20 equipes da BAC (Brigada Anti-Criminalidade) cuidarão da detenção de indivíduos suspeitos.

A expectativa é reunir mais gente que as manifestações de ontem, que mobilizaram cerca de um milhão de pessoas em toda a França. Só em Paris, mais de 700 mil participaram de um ato na Porta de Vincennes, em frente ao mercado judaico onde quatro reféns foram mortos, além do próprio terrorista,Amedy Coulibaly, 33 anos. “Nós somos todos Charlie hoje, todos policiais, todos judeus da França”, disse o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, no evento.

Na manifestação na cidade francesa de Nantes%2C o cartaz diz%3A “Viver juntos livres%2C iguais e solidários”Reuters

Os cartazes do ato traziam dizeres como “Eu sou judeu, eu sou Charlie”, que frisa o caráter antissemita do ataque no mercado e faz referência à frase que se tornou o lema de apoio às vítimas do massacre na redação do jornal ‘Charlie Hebdo’, na quarta-feira, quando 12 pessoas foram mortas.

No sábado, foram divulgados os nomes dos reféns mortos no mercado da Porta de Vincennes: Yoav Hattab, 21 anos; Philippe Braham, 40; Yohan Cohen, 22, e François-Michel Saada, de cerca de 60, todos de origem judaica. Segundo o procurador da República francês François Molins, os reféns já haviam sido mortos quando a polícia invadiu o local. O sequestrador Amedy Coulibaly é suspeito também da morte de uma policial na manhã de quinta-feira, em Montrouge, bairro do sul de Paris.

Polícia continua à busca de namorada de sequestrador

A polícia francesa continua à procura de Hayat Boummediene, de 26 anos, namorada de Amedy Coulibaly (eles se casaram em 2009 em cerimônia religiosa não reconhecida pela lei da França). De acordo com as investigações, ela não estava na França no momento dos ataques: teria sido vista cruzando a fronteira entre a Turquia e a Síria ainda na quinta-feira, quando Couilbaly fez reféns no mercado judaico.

As investigações apontam que ela e a mulher de Chérif Kouachi, 32, um dos autores do atentado à redação do ‘Charlie Hebdo’, trocaram mais de 500 telefonemas em 2014. Chérif Kouachi e Amedy Coulibaly se frequentavam desde 2010. Escutas telefônicas mostram que os dois visitavam regularmente Djamel Beghal, de 50 anos, membro de uma seita radical islâmica que cumpriu pena de dez anos após ser condenado por terrorismo, sendo libertado em 2010.

Ele e Kouachi se conheceram na prisão, em 2008. Beghal é acusado de treinar jovens para integrar a Jihad, grupo radical palestino.

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