Twitter do Departamento de Defesa dos EUA é invadido pelo Estado Islâmico

Simpatizantes do grupo terrorista publicam ameaças. Pentágono nega vazamento de documentos confidenciais

Por O Dia

Washington, Paris e Vaticano - Numa afronta às grandes potências, um dia após a marcha em Paris de mais de 3 milhões de pessoas contra o ataque ao jornal ‘Charlie Hedbo’, com 17 mortos, hackers partidários do Estado Islâmico (EI) invadiram as contas do Departamento de Defesa Americano no Twitter e no YouTube e afirmaram que os atentados não vão parar.

Mensagem publicada no perfil do Departamento de Defesa exaltando os terroristasReprodução Internet

A imagem de perfil da conta no Twitter do Comando Central dos Estados Unidos no Oriente Médio foi alterada e apareceu com a mensagem “I love you ISIS” (Eu te amo EI). No texto, os extremistas afirmaram que não vão parar e fizeram ameaças a militares americanos e parentes. “Em nome de Alá, o Mais Gracioso, o Mais Misericordioso, estamos em seus PCs, em cada base militar. Nós não vamos parar! Sabemos tudo sobre vocês, suas esposas e crianças. Soldados dos Estados Unidos, estamos de olho em vocês!”.

A Casa Branca está investigando o caso. A invasão aconteceu enquanto o presidente dos EUA, Barack Obama, se preparava para detalhar as novas propostas para proteger os sistemas internos do país de ameaças cibernéticas.

Mensagem publicada pelos hackers com ameaçasReprodução Internet

A França, em alerta máximo, anunciou nesta segunda reforço de mais de 10 mil militares para a segurança em pontos considerados críticos. O Vaticano negou que teria recebido alertas dos serviços de inteligência de Israel e dos Estados Unidos sobre um provável ataque jihadista. Mais cedo, o Papa Francisco fez um apelo aos líderes muçulmanos para que denunciem interpretações religiosas que usam o nome de Deus para justificar a violência. A Casa Branca admitiu ter sido um erro não enviar integrante de primeiro escalão para a marcha em Paris.

Tiragem do ‘Charlie’ será de 3 milhões

Publicação terá 3 milhões de exemplaresReprodução

Com 60 mil exemplares em média, o ‘Charlie Hebdo’ sairá nesta quarta, uma semana após os ataques, com tiragem de mais de 3 milhões de exemplares e voltará a usar charge do profeta Maomé. A publicação terá 16 idiomas. “Nunca vamos ceder. Senão, nada disto faria sentido", afirmou o advogado e colaborador do semanário, Richard Malka.

Na quarta-feira passada, os irmãos franco-argelinos Said e Chérif Kouachi entraram na sede do jornal e mataram 12 pessoas a tiros, das quais sete jornalistas. Nos dois dias seguintes, outro jihadista, Amédy Coulibaly, matou mais cinco pessoas. Os três radicais acabaram mortos em operações policiais.

Mulher de terrorista que atacou em Paris foge para Síria

O ministro das Rlações Exteriores da Turquia confirmou nesta terça que Hayat Boumeddiene, a mulher suspeita de envolvimento com os ataques terroristas na França que está foragida, entrou na Síria a partir da Turquia na última quinta-feira, um dia após o atentado contra o ‘Charlie Hebdo’. A informação é da agência estatal de notícias turca. Uma imagem de câmera de segurança divulgada ontem mostra mulher que seria Boumeddiene no aeroporto de Istambul.

Hayat é apontada como namorada de Amedy Coulibaly, autor do sequestro em um mercado judaico de Paris, que também matou uma policial e baleou um corredor. O ministro Mevlut Cavusoglu disse à agência turca Anatolian que Hayat chegou ao aeroporto de Istambul no dia 2 de janeiro, via Madri, e que permaneceu em um hotel até o dia 8.

“A mulher de Coulibaly veio para a Turquia de Madri. Temos imagens dela no aeroporto. Depois ficou, junto com outra pessoa, em um hotel em Kadikoy (Istambul), e em 8 de janeiro viajou para Síria. Isto fica claro com os registros telefônicos”, disse o ministro.

Segundo o jornal turco ‘Hurriyet’, Hayat Boumedienne permaneceu dois dias no hotel Bade, em Kadikoy, no lado asiático de Istambul, e depois foi para Akçakale, cidade fronteiriça no sudeste do país, de onde atravessou para a Síria.

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