Por tamara.coimbra

Turquia - O governo da Turquia afirmou nesta quinta-feira que publicar caricaturas de Maomé não é liberdade de imprensa, e sim uma injúria ao profeta, por isso não permitirá a divulgação da capa da nova edição do jornal satírico francês "Charlie Hebdo".

"A liberdade de imprensa não deve ser confundida com a liberdade de difamação. Um insulto contra o profeta (Maomé) não é liberdade de imprensa", afirmou o primeiro-ministro, Ahmet Davutoglu.

Edição desta quarta-feira do jornal Charlie HebdoReuters

Desse modo, o chefe do governo apoiou a decisão tomada nesta quarta-feira por um tribunal que obriga bloquear o acesso aos veículos de comunicação digitais que mostrem a capa, na qual é mostrada uma caricatura de Maomé entristecido pelos assassinatos dos desenhistas e com um cartaz na mão com a mensagem "Je suis Charlie" (Eu sou Charlie).

Davutoglu ressaltou seu repúdio "contra todo tipo de atentados terroristas porque neles morrem inocentes; em Paris morreu o policial Ahmed Merabet, que era muçulmano", lembrou.

"Da mesma forma que era nossa postura na marcha de Paris, agora é em respeito ao profeta. Neste país não daremos permissão para injúrias ao profeta. Quando falamos de uma pessoa admirada por 1,5 bilhão de pessoas, de um grande exemplo, um profeta, não se trata de liberdade de imprensa", concluiu.

O primeiro-ministro justificou o registro dos caminhões de distribuição do jornal "Cumhuriyet" nesta quarta-feira para garantir que não fosse divulgada a capa do Charlie Hebdo e argumentou que "quando se divulga este tipo de injúria é preciso tomar medidas por ser um problema de segurança".

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