Suspeito faz reféns em um posto dos correios em Paris

De acordo com a imprensa francesa, o episódio parece não ter ligações com os atentados terrroristas da semana passada

Por O Dia

França - Um homem armado mantém reféns em uma agência dos correios de Colombes, perto de Paris. Segundo fontes policiais citadas pela agência France Presse, ele porta "uma arma de guerra". A invasão da agência ocorreu por volta das 12h (horário da França).

Posto dos Correios em ParisReprodução Twitter

Os policiais informaram que um homem entrou na agência dos correios. A polícia disse não saber quantas pessoas estavam na agência, no momento da invasão. Segundo a rede de televisão francesa RTL, pelo menos três pessoas foram feitas reféns e o sequestrador estava armado com um fuzil kalashnikov, uma pistola e várias granadas.

De acordo com fontes policiais, o homem entrou sozinho no posto, e alguns clientes conseguiram fugir. O próprio agressor chamou a polícia relatando estar fortemente armado e “dizendo frases desconexas”. Ainda não foram ouvidos disparos no local.

Um helicóptero dos serviços de emergência sobrevoava a área, onde foi instalado um perímetro de segurança. Fontes policiais disseram que o episódio não possui indicações de vínculos com os atentados jiahdistas da semana passada e relataram ainda que há entre duas e cinco pessoas reféns. As informações não foram confirmadas oficialmente pelas autoridades.

Prisões

Em operação realizada na periferia de Paris, na madrugada desta sexta-feira, a polícia francesa prendeu 12 pessoas, suspeitas de terem participado dos atentados ocorridos na capital do país na semana passada. Entre os detidos estaria o principal cúmplice do terrorista Amedy Coulibaly, que invadiu um supermercado judeu no último dia 8 e matou quatro reféns, antes de ser morto pela polícia.

O homem seria o responsável pelo mais importante apoio logístico a Coulibaly. Ele teria conseguido o automóvel usado pelo terrorista antes do atentado. Segundo a imprensa local, o suspeito teria sido identificado, devido a vestígios de material genético encontrado no veículo. Os outros detidos pelos agentes também são suspeitos de terem participado da organização dos atentados que fizeram 17 vítimas em dois dias.

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