Protestos contra governo do Egito deixam 16 mortos

Em diversas regiões, confrontos entre manifestantes e polícia deixaram ainda 30 pessoas feridas, entre elas policiais

Por O Dia

Cairo - Ao menos 16 pessoas morreram e 30 ficaram feridas - entre elas policiais - em confrontos entre manifestantes e policiais no Egito, neste domingo, data em que o país celebra o quarto aniversário do início da Primavera Árabe (que tirou o ditador Hosni Mubarak do poder, em 2011). ?O número de mortos foi divulgado pelo diário estatal Al-Ahram. 

Partidários do antigo presidente islamita Mohamed Mursi - eleito democraticamente em 2012 - protestam em diversas regiões do país contra o atual chefe de Estado e Abdel Fattah al-Sissi, alegando que seu governo é autoritário. 

Manifestantes protestam no Cairo contra o atual governo do Egito%2C alegando ser mais autoritário que o anteriorReuters

Para deter o grupo, policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo e dispararam contra a multidão composta de centenas de pessoas que gritavam slogans hostis contra islamitas e novas autoridades. Eles tentavam chegar à Praça Tahir, epicentro da revolução. Neste sábado, uma manifestante egípcia foi morta pela polícia, durante protesto na Praça Tahrir.

Da Primavera Árabe até hoje

A revolta de 2011 levou à destituição do presidente Hosni Mubarak, que estava há 30 anos no poder. Em 2012, Mohamed Morsi, membro da Irmandade Muçulmana, foi eleito democraticamente. No entanto, ele perdeu o apoio popular com suas ações contra o Exército e também medidas consideradas autoritárias. Em julho de 2013, novas manifestações populares culminaram na derrubada de Morsi, em um golpe militar.

Ex-chefe deo Excército, Al-Sissi foi eleito em maio de 2014, com mais de 90% dos votos, depois de ter destituído Mursi. O apoio popular, na época, foi motivado pelos quatro anos de instabilidade política e crise econômica no país. No entanto, atualmente seus opositores alegam que Al-Sissi instaurou um regime ainda mais autoritário que o de Mubarak no país, reprimindo a oposição islâmica e laica.

Com Agência Brasil

Últimas de _legado_Mundo e Ciência