Confrontos entre Israel e o Hezbollah deixam pelo menos três mortos

Outros sete soldados ficaram feridos nos bombardeios

Por O Dia

Libano - Um militar espanhol que fazia parte das Forças da ONU para o Líbano (Finul) morreu nesta quarta-feira no sul do país, informaram fontes diplomáticas espanholas. As fontes não explicaram as circunstâncias da morte, apesar da Agência Nacional de Notícias (ANN) libanesa ter afirmado, previamente, que nessa zona, fronteiriça com Israel, caíram vários foguetes israelenses.

O militar espanhol é o cabo Francisco Javier Soria, de 36 anos, casado e sem filhos, e que fazia parte da Brigada "Guzmán el Bom" X de Córdoba, segundo o Ministério espanhol de Defesa. O porta-voz da Finul, Andrea Tenenti, citado pela ANN, confirmou nesta quarta-feira que um membro da missão foi morto e que atualmente o incidente está sendo investigado.

Soldados de Israel carregam colega ferido em bombardeioReuters

Além disso, a agência informou que a aviação de Israel está sobrevoando o sul do Líbano de forma "intensa" e que continuaram os bombardeios israelenses esporadicamente perto das aldeias de Al Uazani e Al Gayar. A ANN explicou que um "capacete azul" espanhol morreu devido à gravidade dos ferimentos de um bombardeio.

Por sua vez, o exército israelense informou nesta quarta-feira que um comboio militar foi atacado desde território libanês nas fazendas de Chebaa, ocupadas por Israel, um ato reivindicado pelo Hezbollah. Dois soldados israelenses morreram e sete ficaram feridos, informaram as forças armadas do país.

Carros pegam fogo na fronteira de Israel com o Líbano após bombardeioReuters

A tensão aumentou na zona depois que em 18 de janeiro seis membros do grupo xiita Hezbollah e um comandante iraniano dos Guardiães da Revolução morreram após um ataque israelense na província de Quneitra, vizinha de as Colinas de Golã, ocupados por Israel em 1967.

Os militares espanhois da Finul, que atualmente formam um contingente de 580 soldados, mantêm o controle do setor leste do sul do Líbano desde a guerra de 2006, que se saldou com 1,5 mil mortos do lado libanês, em sua maioria civis, e uns 164 do israelense, principalmente membros das forças armadas.

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