Por victor.duarte

Jordânia - O drama dos dois reféns sob ameaça de morte por terroristas do Estado Islâmico (EI) permanecia sem desfecho até ontem, quando terminou um novo prazo dado pelos extremistas para trocá-los por uma mulher-bomba presa na Jordânia. O governo jordaniano afirmou que não libertaria a prisioneira enquanto não recebesse uma prova de vida de seu piloto militar, um dos homens sob poder dos radicais.

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“Nossa posição, desde o início, é a de garantir a segurança e a libertação de nosso piloto para poder libertar a prisioneira Sajida al-Rishawi”, declarou o porta-voz do governo Mohammad Al-Momeni, afirmando que a iraquiana continua na prisão.

Áudio atribuída a um jornalista japonês diz que piloto morreria a menos que a Jordânia soltasse prisioneiraReprodução

O EI, por sua vez, dera o prazo de “até o pôr do sol” de ontem (12h30 no Brasil) para a libertação de Sajida, o que evitaria as execuções do piloto jordaniano Muath al-Kasaesbeh, 26 anos, e do jornalista japonês Kenji Goto, 47.

“Se Sajida Al-Rishawi não estiver pronta para ser libertada, em troca de que se me perdoe a vida, na fronteira turca (com a Síria), na quinta-feira, 29 de janeiro, ao pôr-do-sol, hora de Mossul, o piloto jordaniano Moaz Kasasbeh será executado imediatamente”, diz áudio divulgado ontem, na voz de Goto.

Aos 46 anos, Sajida está detida numa prisão jordaniana desde a sua condenação à morte, em setembro de 2006, por atos terroristas em de novembro de 2005. Rinko Goto, mulher do jornalista. fez um apelo: “Imploro aos governos da Jordânia e do Japão que compreendam que os destinos destes dois homens estão em suas mãos”, disse.

Parentes do piloto jordaniano mostram uma foto dele e pedem que governo negocie sua libertaçãoReuters

O EI já tinha ameaçado executar os dois reféns se a Jordânia não libertar a iraquiana presa e condenada à morte, segundo vídeo publicado na internet terça-feira. O vídeo mostra foto de Goto segurando a foto de al-Kasaesbeh, com a suposta voz do japonês falando sobre a ameaça.

O Japão prometeu trabalhar com a Jordânia para conseguir a soltura dos dois reféns após a morte de outro japonês na semana passada, mas reiterou que não vai ceder ao terrorismo.

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