Por clarissa.sardenberg

Estados Unidos - O jornal The Guardian publicou nesta segunda-feira uma matéria que desmente uma pesquisa divulgada na última semana sobre o quanto o uso de tecnologias touchscreen poderiam ser prejudiciais ao desenvolvimento do cérebro infantil. Segundo o jornal, no artigo publicado pelo "Pediatrics" cientistas traçaram os impactos positivos e negativos de mídias interativas no cérebro de crianças. Em nenhum momento é apontado que o uso de tecnologias envolvendo touchscreen podem causar dano cerebral e afetar as habilidades emocionais e sociais das crianças.

Cientistas sugerem que pais testem aplicativos antes que crianças comecem a usá-losReprodução Internet

Na matéria do jornal The Guardian, um neurocientista afirma que na verdade o fato científico nada tem a ver com dano cerebral e nem ao menos constitui uma pesquisa. De acordo com a reportagem, claramente existem mais fatos a serem pesquisados antes de se chegar a uma conclusão e ainda é sugerido aos pais que testem os aplicativos antes que as crianças comecem a utilizá-los e tomem cuidado com excessos, mas nada sobre danos ao cérebro.

No artigo, sete estudos apresentados por pesquisadores são referenciados. Estes estudos revelaram resultados diversificados, tanto positivos quanto negativos. Por um lado, as crianças podem ganhar uma melhor habilidade para ler através do uso de tecnologias. Outro fato apontado pelo estudo é que este uso pode beneficiar o aprendizado de crianças autistas. Entre as possibilidades negativas, são apontados efeitos que ebooks com recurso sonoros e jogos podem causar no desenvolvimento infantil, prejudicando o entendimento da história que a criança lê.

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