Por felipe.martins

Kiev -A primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, viajaram nesta quinta-feira às pressas para Kiev, na Ucrânia, para discutir com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko, uma solução negociada entre o governo local e grupos que defendem a independência de regiões do país. Hoje, os dois governantes vão a Moscou conversar com o presidente russo, Vladimir Putin.

Poroshenko%2C no Centro%2C recebeu Angela Merkel e Hollande para discutir a possibilidade de negociação Reuters

A viagem dos dois governantes foi decidida por causa do agravamento da situação, com ataques de separatistas a cidades ucranianas. Além disso, ontem o dia foi de trocas de ameaças entre russos, aliados dos separatistas, e americanos, que apoiam o governo de Petro Poroshenko.

De manhã, o porta-voz da diplomacia russa, Alexandre Lukachevitch, disse que o envio de armas dos Estados Unidos para reforçar as forças armadas da Ucrânia poderia comprometer as relações entre Rússia e Estados Unidos. Em resposta, o secretário de Estado americano, John Kerry, que também está em Kiev, afirmou que a Rússia é a principal ameaça à paz na Ucrânia e que o governo americano não admitirá o uso de tanques russos em apoio às ações dos separatistas.

Mesmo descartando um conflito direto entre forças dos Estados Unidos e da Rússia em território ucraniano, antes de embarcar em Paris, Hollande confirmou que a viagem ao lado de Angela Merkel tinha como objetivo tentar evitar uma guerra de maiores proporções. Segundo ele, a proposta de paz não inclui nenhuma concessão de território da Ucrânia.

Rebeldes avançam no leste do país

Os confliotos entre separatistas e forças do governo da Ucrânia se intensificaram esta semana no leste do país. Segundo informações divulgadas pela ONU, pelo menos 16 civis morreram em ataques dos grupos que pregam a independência da região.

O governo ucraniano divulgou que os conflitos deixaram pelo menos cinco de seus soldados mortos. Segundo o informe, as mortes foram registradas próximas às regiões de Donetsk e Luhansk.
O avanço dos rebeldes levou o presidente ucraniano Petro Poroshenko a pedir ajuda a países aliados, inclusive com armas. Ontem, a Organização do Tratado do Atlântico Sul (Otan) anunciou o reforço de suas tropas no Leste europeu.

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