Por felipe.martins

Rio - A Polícia japonesa prendeu ontem Hideyuki Noguchi, de 54 anos, suspeito de drogar e violentar mais de 100 mulheres. Além disso, ele é acusado de se apresentar como médico, mesmo sem ter formação em Medicina. Segundo investigação da polícia, ele colocava em jornais e revistas anúncios convocando mulheres de 20 a 40 anos para participarem, como voluntárias, de testes clínicos. As que se apresentavam eram, então, sedadas e violentadas por ele.

O falso médico ainda filmava todos os atos sexuais com as mulheres sobre efeito de drogas e divulgava os vídeos na internet. Além disso, vendia as sequências para sites especializados em filmes pornográficos. Levantamento inicial da polícia já confirmou a identidade de 39 mulheres que foram vítimas de Hideyuki Noguchi. Mas há evidências, segundo os policiais, que sejam mais de 100 as que foram estupradas por eles.

Segundo relatório da polícia japonesa, os abusos começaram em 2012. Noguchi levava suas vítimas para hotéis e spas em diversas regiões do Japão. Os abusos só foram denunciados depois que uma das vítimas do falso médico se reconheceu em um vídeo pornô. Os investigadores descobriram ainda que o falso médico conseguiu arrecadar o equivalente a cerca de R$ 240 mil com a venda de vídeos. A polícia tenta agora identificar os responsáveis pelos sites e outros meios usados para a divulgação das imagens dos estupros.

BRASILEIRO CONDENADO

Em agosto, foi preso no Paraguai o ex-médico Roger Abdelmassih, de 70 anos, condenado a 278 anos de prisão pelo estupro de 56 mulheres que foram suas pacientes. Especialista em reprodução assistida, ele drogava as mulheres antes de as estuprar em seu consultório. Ele foi denunciado por ex-pacientes e, após condenado, perdeu o registro profissional de médico. Abdelmassih está preso em São Paulo.

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