Por felipe.martins

Erevã - O nascimento do primeiro filho, Leo, em 21 de janeiro, na Armênia, representou uma mudança radical na vida do neozelandês Samuel Forrest Badalyan. Casado havia 18 meses com a jornalistas e relações-públicas armênia Ruzan Badalyan, ele acabou sendo abandonado pela mulher, que não aceitou ficar com a criança, porque ela nasceu com Síndrome de Down.

Leo nasceu dia 21 do mês passado%2C numa maternidade na ArmêniaReprodução Internet

Ruzan Badalyan alegou que, na cultura armênia, ter um filho com as característica de Leo significa uma vergonha para toda a família. A mãe se recusou até mesmo a tocar no bebê. Por isso, deu um ultimato ao marido: ou ficava com o menino ou com ela. Samuel não teve dúvida e ficou com o filho. Ruzan Badalyan pediu o divórcio uma semana depois de dar à luz.

O pai diz que não pode entender porque sua ex-mulher e a família dela rejeitaram Leo. Emocionado com o nascimento do primeiro filho, ele garante que o ama e não vê nada de errado nele, apesar de ter ficado chocado quando os médicos contaram sobre a síndrome.

Segundo o neozelandês, nunca passaria por sua cabeça, em nenhuma situação, abandonar seu filho. “Os médicos me levaram para vê-lo. Eu o vi e pensei: ele é lindo e perfeito”, disse Samuel.

CAMPANHA NA INTERNET

Agora, ele tenta voltar a seu país com Leo, já que ninguém da família da mulher quer ter contato com ele ou com o menino. E ele também não pensa em procurar mais por Ruzan. Para custear a viagem de volta da Armênia para a Nova Zelândia, ele criou uma página na internet para receber contribuições.

Segundo o site do jornal americano ‘Daily Mail’, até a noite de ontem, o pai da criança já tinha recebido doações de 335 mil dólares (o que corresponde a cerca de R$ 930 mil). O dinheiro, de acordo com Samuel, será destinado também à compra de casa em Auckland, sua cidade, e à educação da criança. Ele explica que quer voltar o mais depressa que puder para a Nova Zelândia para poder dar ao filho uma família de verdade, na qual ele possa crescer sendo amado, ter tratamento adequado e uma uma vida normal, como qualquer criança.

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