Por felipe.martins

Cidade do Vaticano - O Papa Francisco condenou neste sábado a mutilação feminina e a violência doméstica contra mulheres, consideradas pelo pontífice como degradações que precisam ser combatidas. A declaração do Papa foi feita durante uma reunião sobre os problemas das mulheres no Conselho de Cultura do Vaticano.

“As muitas formas de escravidão, a comercialização e a mutilação dos corpos das mulheres nos convocam a nos comprometer a derrotar esses tipos de degradações que as reduzem a meros objetos que são comprados e vendidos”, disse. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 140 milhões de meninas e mulheres foram submetidas a alguma forma de mutilação genital feminina ao redor do mundo, a maioria na África e no Oriente Médio.

Papa Francisco recebe bispos africanos em audiência no VaticanoEfe

O Papa também repudiou a violência doméstica contra a mulher. “Apesar de ser um símbolo de vida, o corpo feminino é infelizmente e frequentemente atacado e desfigurado, mesmo por aqueles que deveriam ser seus protetores e companheiros”, disse. Recentemente, Francisco se encontrou com uma mulher italiana que passou por várias cirurgias depois que seu namorado jogou ácido no rosto dela porque queria deixá-lo.

Francisco também repetiu sua defesa por um papel maior para as mulheres entre os 1,2 bilhão de membros da Igreja Católica, mas não mencionou a proibição da Igreja sobre sacerdotisas. O Papa já havia dito anteriormente que “a porta está fechada” nessa questão. O pontífice afirmou ainda ao grupo que queria ver “uma presença mais incisiva das mulheres” ao redor da Igreja, acrescentando que as mulheres deveriam ter mais responsabilidades em paróquias e dioceses e que deveria haver mais mulheres teólogas.

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