Por thiago.antunes

Washington e Moscou - Declarações dos presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin, dadas nestas segunda-feira, indicam que os esforços de Françoise Hollande, presidente da França, e Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha, para conseguir um cessar-fogo entre as Forças Armadas da Ucrânia e grupos separatistas têm poucas chances de prosperar.

Em Washington, em encontro com a governante alemã, Barack Obama admitiu que pode fornecer armas ao governo da Ucrânia para combater os rebeldes. Ele acusou a Rússia de querer mudar as fronteiras na Europa. No Cairo, no Egito, onde está em visita oficial, Vladimir Putin afirmou que não aceita ultimatos e que não pensa em apoiar um cessar-fogo na Ucrânia. O presidente russo criticou a União Europeia, que nesta segunda aprovou a imposição de proibições de vistos e o congelamento de bens de separatistas ucranianos e russos.

Divergências entre Vladimir Putin e Barack Obama dificultam as negociações para um acordo entre os separatistas e o governo da Ucrânia Reprodução

Em tom agressivo, Putin acusou os Estados Unidos e países europeus de serem os responsáveis pela crise na Ucrânia por obrigarem o governo a escolher entre eles e a Rússia. O presidente russo disse ainda que não pode confiar nos ocidentais porque eles não cumprem promessas, como a de não ampliar as forças do Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na fronteira como a Ucrânia.

Nesta quarta-feira, Putin, Hollande e Angela Merkel vão se reunir em Minsk, na Bielorrúsia, com o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, Vão discutir o plano de paz elaborado pela França e a Alemanha para tentar um cessar-fogo imediato.

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