Por felipe.martins

Cairo - Confrontos entre a polícia e torcedores da equipe de futebol Zamalek, nos arredores do Estádio Air Defense, no nordeste do Cairo, deixaram pelo menos 22 mortos e 20 feridos, neste domingo à noite, de acordo com a agência Reuters. No entanto, balanço feito pelo Ministério da Saúde do Egito aponta 14 mortes.

A confusão começou quando torcedores do Zamalek, sem ingressos para a partida, tentaram forçar a entrada no estádio, pouco antes da partida contra o Enppi. Os policiais usaram gás lacrimogêneo para dispersar os invasores.

Torcedores do Zamalek enfrentam a polícia na entrada do estádio Reuters

“Os fãs do Zamalek tentaram entrar à força, e nós tivemos que impedi-los de danificar uma propriedade pública”, afirmou o Ministério do Interior do Egito, através de comunicado. De acordo com os médicos, a maioria das mortes foi por asfixia durante o tumulto. No entanto, as informações sobre o número de pessoas envolvidas são exatas. Segundo a imprensa egípcia, fontes ligadas ao hospital Ahli Bank informaram que 15 pessoas chegaram mortas e dezenas ficaram feridas.

Através de uma rede social, Ahmed Mansour, membro do conselho do Zamalek, postou uma mensagem em represália aos atos do grupo de torcedores.

Campeonato suspenso

?A Federação Egípcia de Futebol decidiu adiar, de forma provisória, a realização do campeonato nacional após as mortes na noite deste domingo, no Cairo, antes de uma partida da primeira divisão. Um comunicado da federação divulgado ainda no domingo que a decisão foi tomada como ato de luto pelas vítimas. O organismo decidiu também voltar a proibir a presença do público nos jogos de futebol. 

Mesmo após os confrontos, a partida entre o Zamalek e o ENPPI continuou e terminou empatada em 1 a 1. 

Tragédia em Port Said

O futebol egípcio já viveu uma tragédia há três anos, em 1º de fevereiro de 2012, quando 72 pessoas morreram em uma briga entre torcedores do Al Alhy e do Al Masry, em Port Said. O jogo entre Zamalek e Enppi seria aberto ao público, e não a portas fechadas, como vinha acontecendo com a maioria das partidas disputadas após o violento episódio de Port Said. O Ministério do Interior limitou a dez mil torcedores a lotação no estádio, mas os ingressos acabaram rapidamente.

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