Por clarissa.sardenberg

Estados Unidos - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou nesta terça-feira a morte de Kayla Mueller, uma agente humanitária norte-americana que era refém de militantes do Estado Islâmico, dizendo que os EUA vão "encontrar e levar à Justiça os terroristas responsáveis". A família de Kayla também disse em um comunicado que estava "de coração partido" por saber da morte dela e divulgou uma cópia de uma carta que tinha escrito em 2014, enquanto estava em cativeiro.

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"Não quero que vocês tentem negociar minha libertação. Isso nunca deveria ter se tornado seu fardo", declarou a jovem na carta. Ela ainda acrescenta que o maior sofrimento que tinha era o de saber que a família sofria por sua causa, "mesmo não mercendo perdão".

Os comentários de Obama e da família da refém ocorrem quatro dias após o Estado Islâmico afirmar que a jovem, de 26 anos, do Arizona, fora morta quando caças jordanianos bombardearam um prédio onde ela estava sendo mantida refém, embora a Jordânia tenha manifestado dúvidas sobre a declaração do grupo militante sobre a morte dela.

Em carta, Kayla contou à família que conheceu a "escuridão e aprendeu que até mesmo na prisão é possível ser livre". Num relato emocionante, ela contou que "Deus está em cada situação, às vezes apenas devemos procurá-lo". O relato ainda diz que a jovem foi tratada com máximo respeito e estava segura e saudável.

Kayla era a última refém norte-americana conhecida em poder do Estado Islâmico, que controla amplas áreas da Síria e do Iraque. Ela foi levada como refém ao deixar um hospital na cidade síria de Aleppo, em agosto de 2013.

Kayla Mueller teve morte confirmada pelos Estados Unidos nesta terça-feiraReuters


Com informações da Reuters

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