Por bferreira

Vaticano - O Papa Francisco apoia a criação de uma força militar internacional, liderada pela Organização das Nações Unidas (ONU), para conter o avanço do Estado Islâmico na Líbia, onde 21 cristãos coptas (uma dissidência da Igreja Católica Ortodoxa) egípcios foram decapitados pelos jihadistas. “O avanço do Estado Islâmico na Líbia deve ser contido. É preciso intervir, mas sob a égide da ONU”, disse o secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, em entrevista à Rádio Vaticano.

Papa Francisco responde as perguntas dos jornalistas em voo de retorno a RomaReuters

A proposta de criação de uma coalizão para atacar os jihadistas fora feita por Abdel Fattah Al-Sisi, presidente do Egito, país onde há uma comunidade copta. Ele alegou que é preciso impedir o avanço no território líbio pelo Estado Islâmico, que já controla parte da Síria e do Iraque.

Ontem, durante a audiência semanal no Vaticano, o Papa pediu à comunidade internacional que busque “soluções pacíficas para a Líbia”. Ele pediu também que os católicos rezassem pelos 21 cristão decapitados pelo Estado Islâmico.

A pedido da França e do próprio Egito, o Conselho de Segurança da ONU marcou uma reunião para analisar a proposta Abdel Fattah Al-Sisi. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, manifestou apoio à proposta e disse que está pronto para enviar cinco mil soldados à Líbia.

Vizinho do território líbio, o Egito se sente ameaçado pela possibilidade de o Estado Islâmico controlar o país. Ao apresentar sua proposta de coalização internacional, o presidente Abdel Fattah Al-Sisi acusou os países ocidentais de, após a morte do líder líbio Muamar Kadhafi, em 2011, abandonar a Líbia e permitir o crescimento de milícias que se uniram aos jihadistas.

Itália teme aumento do EI

O ministro italiano das Relações Exteriores, Paolo Gentiloni, engrossou o grupo dos que pedem intervenção militar na Líbia contra o Estado Islâmico. “A deterioração da situação requer mudança de ritmo pela comunidade internacional antes que seja muito tarde”, disse.

Gentiloni advertiu que o domínio desse país africano pelos jihadistas representaria risco para a Itália e para outros países europeus e do Norte da África. “Estamos diante de um país com território imenso e instituições deficientes. Isso tem consequências potencialmente graves, para nós e a estabilidade nos Estados africanos vizinhos”, afirmou o chanceler.

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