Por bferreira

Rio - As celebridades de Hollywood lançaram mais uma moda na área dos procedimentos estéticos. A bola da vez é a vaporização vaginal. Nela, a mulher, sentada num pequeno vaso, recebe raios infravermelhos e a fumaça provocada por ervas fumegantes em seu órgão sexual. Adepta da técnica, a atriz norte-americana Gwyneth Paltrow, estrela de filmes como ‘O Amor é Cego’ e ‘Homem de Ferro’, garante que a vaporização promove a limpeza do útero e auxilia na regulação hormonal.

A estrela do cinema americano Gwyneth Paltrow é adepta da modalidadeDivulgação

Professor da UFRJ, o ginecologista Hugo Miyahira enxerga alguns benefícios na técnica, mas discorda da atriz. Segundo ele, o laser utilizado não é capaz de alcançar o útero nem tem influência sobre as funções hormonais. “Alterar a produção de hormônios com laser é impossível. A vaporização também não promove o rejuvenescimento da mulher como se propaga”, afirma.

A ação do procedimento é na parede vaginal e seria indicada para mulheres que sofrem com o amolecimento dessa região, principalmente após a gravidez ou por constipação crônica.

“O raio laser provoca uma contração na área que restabelece a rigidez da parede”, explica o especialista. Isto tende a melhorar o desempenho sexual da mulher, aponta Miyahira. “A vagina fica mais apertada, dando maior prazer tanto para a mulher quanto para o parceiro”, afirma o médico.

Apesar de garantir que a vaporização vaginal não representa nenhum risco à saúde das mulheres, o ginecologista alerta para o uso consciente da técnica. “Ela não é a solução para todos os problemas. A mulher não pode achar que vai fazer algumas sessões e resolver a sua vida sexual inteira”, explica ele, lembrando que os efeitos tendem a ser menores de acordo com a idade da paciente.

O especialista também garante que nem toda frouxidão de parede vaginal pode ser revertida com o uso de raios laser. “Ela só funciona em casos simples. Condições mais graves exigem cirurgia”, indica.

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